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Folha Sul Fluminense

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Pesquisa da UFRJ e da UFRPE identificou anomalias em 60,5% dos exemplares de Stellifer naso coletados no litoral norte: Estudo registra taxa recorde de deformações em peixes no Espírito Santo

Pesquisa da UFRJ e da UFRPE identificou anomalias em 60,5% dos exemplares de Stellifer naso coletados no litoral norte: Estudo registra taxa recorde de deformações em peixes no Espírito Santo

Por AgrofyNews

Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) registraram uma taxa recorde de deformações em peixes no litoral norte do Espírito Santo. O estudo identificou que 60,5% dos exemplares da espécie Stellifer naso, conhecida popularmente como cabeçudo-preto ou tambor-estrela, apresentavam anomalias.

O índice supera os registros anteriores descritos na literatura científica brasileira. Até então, a maior taxa havia sido observada em bagres da espécie Cathorops spixii, com 27,1% dos exemplares apresentando malformações.

Publicado na revista Ocean and Coastal Research, o estudo aponta que a elevada incidência de deformidades pode estar associada à contaminação ambiental persistente provocada pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.

Segundo o pesquisador Jonas Andrade-Santos, do Museu Nacional da UFRJ, os peixes foram coletados em maio de 2022, quase sete anos após o desastre, na foz do Rio São Mateus, nas proximidades do município de Conceição da Barra (ES).

“Comparando com outros trabalhos similares no Brasil e também expandindo para outras regiões, o nosso trabalho teve resultado bem acima da média em quantidade de peixes com anomalias, o que possivelmente está relacionado às marcas do desastre.”

Os pesquisadores identificaram deformações nos otólitos sagitais, estruturas localizadas no ouvido dos peixes responsáveis pelo equilíbrio, orientação espacial e percepção sonora.

A espécie Stellifer naso vive no fundo do mar, em águas rasas. Por permanecer em contato direto com os sedimentos onde ficaram depositados os rejeitos de mineração transportados pelo Rio Doce, os animais podem estar mais expostos aos contaminantes presentes na lama.

Os autores ressaltam, no entanto, que o estudo não permite estabelecer uma relação causal definitiva entre as deformidades e o rompimento da barragem. Isso porque não há amostras coletadas na região antes de 2015 que possibilitem uma comparação.

Próximos passos

Segundo Jonas Andrade-Santos, essa limitação evidencia a importância de ampliar os investimentos em coleções biológicas de referência e em pesquisas de longo prazo sobre impactos ambientais.

A equipe pretende realizar análises químicas das amostras para identificar quais minerais estão acumulados nos otólitos, investigar a existência de deformações externas nos peixes e repetir o monitoramento da região nos próximos anos para avaliar se o ecossistema apresenta sinais de recuperação.

“Mais do que um diagnóstico de contaminação, o estudo reforça a necessidade de diálogo entre a ciência e a sociedade para garantir a segurança do ecossistema e das populações locais”, acrescenta Andrade.

Tragédia em Caxias do Sul: menina de apenas 13 anos é encontrada sem vida após carro ser arrastado pela enxurrada

Tragédia em Caxias do Sul: menina de apenas 13 anos é encontrada sem vida após carro ser arrastado pela enxurrada

Joziane da Silva Rodrigues estava no veículo levado pela força das águas; mãe, de 43 anos, e irmão de apenas 4 anos continuam desaparecidos. Equipes de emergência seguem nas buscas.

A esperança de encontrar a menina com vida terminou da forma mais dolorosa. Joziane da Silva Rodrigues, de apenas 13 anos, foi identificada após ser encontrada sem vida dentro do veículo arrastado pela força das águas durante a enxurrada que atingiu a região de Caxias do Sul.

Uma tragédia que destrói uma família e deixa uma pergunta difícil de responder: como suportar a dor de perder uma criança enquanto outros dois familiares continuam desaparecidos?

As equipes do Corpo de Bombeiros e demais forças de emergência enfrentaram condições extremamente difíceis durante as buscas, diante da força da correnteza.

E a angústia da família continua.

A mãe de Joziane, de 43 anos, e seu irmão, de apenas 4 anos, permanecem desaparecidos. As equipes continuam trabalhando na tentativa de localizá-los.

Enquanto as buscas prosseguem, familiares vivem momentos de desespero e incerteza, aguardando por uma notícia que possa colocar fim a essa espera.

Joziane tinha apenas 13 anos. Uma vida interrompida cedo demais.

Que Deus conforte familiares e amigos neste momento de dor e dê forças às equipes que continuam nas buscas. E que a mãe e o pequeno irmão de Joziane sejam encontrados.Uma observação importante: mantive “encontrada sem vida” e os demais fatos conforme o texto que você forneceu. Como é uma notícia trágica e factual, vale confirmar os nomes, idades e situação dos desaparecidos antes da publicação.

China revela medidas para impulsionar consumo de casas inteligentes

China revela medidas para impulsionar consumo de casas inteligentes

A China apresentou nesta segunda-feira um plano de ação para promover ainda mais o consumo de casas inteligentes, aprimorando cenários de aplicação e expandindo o fornecimento de alta qualidade.

O plano, emitido em conjunto por oito departamentos governamentais, incluindo o Ministério do Comércio, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e o Ministério da Indústria e Informatização, também pede apoio à renovação de casas adaptadas para idosos e à modernização inteligente de casas mais velhas, ao mesmo tempo atendendo melhor às necessidades de consumo de diferentes grupos.

O plano estabelece sete medidas para expandir o fornecimento de casas inteligentes de alta qualidade, melhorar o sistema de padrões de casas inteligentes, apoiar o consumo de casas inteligentes, desenvolver produtos de casas inteligentes adaptadas para idosos, aprimorar a cadeia de serviços para reciclagem de produtos domésticos usados, otimizar os serviços comunitários e fortalecer o apoio fiscal e financeiro.

Para expandir a oferta, o plano incentiva os fabricantes a intensificar a pesquisa e o desenvolvimento de produtos domésticos inteligentes e apoia lojas de móveis domésticos e centros comerciais na criação de centros de experiência de casas inteligente e salas modelo para sistemas inteligentes para toda a casa e residências digitais.

No que diz respeito às normas, pede a melhoria do sistema de normas de classificação e avaliação para produtos domésticos inteligentes e a aceleração da formulação e implementação de normas nacionais obrigatórias sobre conectividade e interoperabilidade.

Para apoiar o consumo, o plano incentiva as autoridades locais a determinar categorias elegíveis de produtos domésticos inteligentes e padrões de subsídios com base nas condições locais sob a política de substituição de bens de consumo de 2026 da China.

Sob a política de substituição de bens de consumo deste ano, os governos locais têm maior flexibilidade na concepção de programas de subsídios. O país planeja alocar 250 bilhões de yuans (US$ 36,93 bilhões) em fundos de títulos do Tesouro especiais de prazo ultralongo para apoiar o programa nacional.

As prisões realizadas pelo ICE continuam aumentando vertiginosamente. 

As prisões realizadas pelo ICE continuam aumentando vertiginosamente.

As prisões realizadas pelo ICE de pessoas sem antecedentes criminais impulsionaram o aumento de casos.

Por Reuters

As prisões de imigrantes nos EUA dispararam nos últimos meses, impulsionadas por uma maior cooperação entre as forças policiais locais e o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA), pelo aumento do uso de tecnologia para rastrear e processar pessoas, bem como pelo compartilhamento aprimorado de dados entre agências federais.

Mas a campanha de prisões em massa deste verão não levou a um aumento proporcional nas deportações — de acordo com dados preliminares do governo dos EUA analisados ​​pela Reuters —, o que reflete as limitações legais e logísticas enfrentadas pelo presidente Donald Trump em suas tentativas de atingir suas metas de deportação em massa.

Mesmo com o aumento das prisões para quase 51.000 em agosto, estabelecendo um recorde pelo terceiro mês consecutivo, o número de deportações manteve-se praticamente estável, com uma média de cerca de 1.200 por dia, segundo dados preliminares do governo.Por exemplo, em maio, quando houve cerca de 19.000 prisões a menos, o número de pessoas deportadas por dia foi praticamente o mesmo, segundo dados obtidos pelo Deportation Data Project por meio de um pedido de acesso a informações públicas e analisados ​​pela Reuters.A discrepância se deve, em parte, a quem está sendo alvo, disseram cinco autoridades, atuais e antigas. As prisões incluem um número crescente de pessoas sem antecedentes criminais ou acusações formais e sem ordens de deportação, de acordo com os dados do Deportation Data Project.

Muitas outras pessoas estão sendo presas sem ordem de deportação.

Muitos dos detidos tinham pedidos de asilo ou outros processos judiciais pendentes, o que significa que não podiam ser removidos imediatamente do país, a menos que concordassem em renunciar aos seus direitos e partir voluntariamente.A falta de voos disponíveis e as limitações impostas pelos países de destino também restringiram as ambições de deportação de Trump, disseram ex-funcionários.”Essa é uma narrativa falsa”, disse a porta-voz da Casa Branca, Lauren Bis, em resposta a perguntas da Reuters. “Graças às rigorosas políticas de imigração do presidente Trump, três milhões de imigrantes ilegais deixaram os Estados Unidos.”

A repressão em todo o país nos últimos meses não teve a mesma repercussão que as operações anteriores em Los Angeles, Chicago e Minneapolis , mas foi mais abrangente.”Os agentes do ICE estão, por meio deste, ordenados… a fazer tudo ao seu alcance para atingir o importantíssimo objetivo de implementar o maior programa de deportação em massa da história”, declarou Trump no Truth Social em junho.

Autoridades atuais e antigas afirmaram que os agentes de imigração estão sob crescente pressão da Casa Branca para atingir a meta de

3.000 prisões por dia.”Não há cotas para prisões”, afirmou o Departamento de Segurança Interna (DHS) em comunicado à Reuters.Ao longo do verão, agentes do ICE trabalharam em conjunto com a polícia local para realizar abordagens de trânsito e deter pessoas em suas casas e locais de trabalho. Outras foram detidas em tribunais de imigração ou em comparecimentos de rotina em órgãos de imigração.O governo continua a afirmar que está focado nos “piores dos piores”, mas pessoas com antecedentes criminais representaram menos de um quarto das prisões em julho, segundo dados do Deportation Data Project. Esse número era de quase 60% em dezembro de 2024, o mês anterior à posse de Trump para um segundo mandato.

Entre as pessoas mais fáceis de encontrar estão aquelas que compartilharam suas informações pessoais com o governo dos EUA, na esperança de obter um status legal. Isso inclui imigrantes que estão sendo patrocinados para o green card por familiares cidadãos americanos, aqueles com pedidos de asilo – e mais de um milhão de pessoas que tiveram seu

status legal temporário revogado durante o segundo mandato de Trump.Mas essas pessoas geralmente têm processos em andamento para permanecer nos Estados Unidos, o que pode dificultar sua deportação rápida.Muitos também “têm raízes antigas nos Estados Unidos e podem ter mais facilidade em encontrar um advogado por meio de seus familiares americanos, além de estarem mais cientes de seus direitos”, disse Julia Gelatt, diretora associada do think tank Migration Policy Institute.Nos aeroportos, seguindo

informações da Administração de Segurança de Transportes (TSA), o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) tem como alvo pessoas que permaneceram nos Estados Unidos após o vencimento de seus vistos, mesmo que posteriormente tenham solicitado asilo ou se casado com um cidadão americano e tivessem um caminho para regularizar sua situação. Mais de 1.200 pessoas foram presas pelo ICE após denúncias da TSA até o início de junho, de acordo com dados internos do governo compartilhados com a Reuters.Dolores Mendoza, de 62 anos, e Roberto Avalos, de 64, foram detidos na semana passada em um aeroporto em Birmingham, Alabama, após retornarem de uma viagem à Califórnia para visitar familiares.

O casal entrou no país com vistos de turista em 2015 e permaneceu nos Estados Unidos, onde adotou seus três netos, cidadãos americanos, após a morte da filha por câncer de mama.Nenhum dos dois possui antecedentes criminais. Ambos obtiveram autorização de trabalho e têm pedidos de residência permanente nos EUA pendentes, por meio de seu neto mais velho, Marvin, que agora tem 22 anos e pode patrociná-los.Marvin disse que seus irmãos mais novos, de 15 e 16 anos, estão sofrendo com a ausência dos avós.O mais novo “não tem saído muito do quarto”, disse Marvin. Seu outro irmão está “mais irritado do que qualquer outra coisa”. O advogado do casal entrou com um processo na justiça federal contestando a detenção como ilegal.

NÃO HÁ AVIÕES SUFICIENTES

Algumas pessoas que não têm condições de pagar um advogado definham na detenção.Yajaira Moran, de 50 anos, está detida há cinco meses, apesar de ter um pedido pendente de visto de vítima de crime por ser sobrevivente de violência doméstica.No início de setembro, ela desistiu e pediu para voltar ao seu país de origem, a Nicarágua. Ela permanece detida enquanto aguarda a deportação.Mesmo quando as pessoas são elegíveis para deportação, a logística é complexa, exigindo coordenação com os países de destino e transferências por uma vasta rede de centros de detenção.“Conseguir que as pessoas embarquem em aviões é realmente difícil, e o número real de aviões disponíveis tem sido historicamente um gargalo”, disse Blas Nuñez-Neto, ex-funcionário do governo Biden.

Embora o governo Trump tenha assinado um acordo no ano passado para comprar seis aviões Boeing 737 para deportações, essas aeronaves ainda estão passando por inspeções da FAA e ainda não estão em uso, de acordo com uma pessoa a par do assunto.Segundo ex-funcionários, os aviões da frota existente frequentemente partem sem estarem com a capacidade máxima, devido a questões logísticas, legais e diplomáticas, ou porque o país de destino limitou o número de pessoas que pode aceitar.Segundo o grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights First, voos recentes de deportação para a cidade costeira haitiana de Cap-Haïtien transportaram apenas 57 pessoas.

HOSPITAL DA MÃE, EM SÃO GONÇALO, SEGUE COM OBRAS PARALISADAS

HOSPITAL DA MÃE, EM SÃO GONÇALO, SEGUE COM OBRAS PARALISADAS

Reportagem aponta gastos superiores a R$ 10 milhões na obra, enquanto a unidade de saúde permanece sem atender à população. Valores e responsabilidades devem ser conferidos em documentos oficiais.

O Hospital Estadual da Mãe, no bairro do Colubandê, ao lado da UPA, foi idealizado em 2013 para ser referência em saúde da mulher no Leste Fluminense. O projeto previa mais de 10 mil consultas e 800 partos por mês, com centro cirúrgico e UTI neonatal para os recém-nascidos.

O orçamento original era de R$ 37 milhões.Hoje, o que se vê é um esqueleto de três andares tomado pelo mato, com focos de mosquitos da dengue, usado como abrigo por usuários de drogas e refúgio por criminosos. Segundo levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), a obra já consumiu mais de R$ 10 milhões dos cofres estaduais, sem nunca ter sido entregue à população.Os dados do TCE revelam ainda cerca de R$ 488 mil pagos em multas e juros por atraso e aproximadamente R$ 357 mil por um serviço de demolição.

A obra atravessou as gestões de Wilson Witzel e Cláudio Castro e segue paralisada há mais de uma década — um retrato do descaso que Soranz transformou em denúncia pública.O custo humano que ninguém contabilizaO que torna o caso tão contundente não é apenas o dinheiro desperdiçado, mas a vida que deixou de ser salva. A maternidade de Alcântara e a rede municipal ficaram sobrecarregadas por anos, e especialistas apontam que a falta de estrutura materno-infantil impacta diretamente indicadores de mortalidade materna e neonatal, que seguem acima do recomendado em várias regiões do estado.”Um hospital para atender toda a população de São Gonçalo. É inadmissível.

Isso aumenta muito a mortalidade materna, dificulta demais o cuidado das mulheres que mais precisam”, denunciou Soranz. A indignação ecoa nas ruas: “Quem não cuida da gestação, não ganha eleição”, afirma a enfermeira Fátima Maria dos Santos, do Movimento das Mulheres.

A auditoria concluiu haver “indícios consistentes de possível conflito de interesses e de vínculos comerciais e societários entre agentes públicos e privados envolvidos em contratos de obras públicas de elevado valor durante a gestão do então secretário Douglas Ruas”. Como o documento menciona Altineu Côrtes, autoridade com foro especial, o procurador-geral de Justiça do Rio consultou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre a abertura de investigação.

O caso do hospital também já está no Ministério Público. O deputado estadual Professor Josemar (PSOL) protocolou ação no CAO Saúde pedindo inquérito para apurar a paralisação das obras e o desperdício de recursos públicos. Vale registrar: todos esses procedimentos são apurações em andamento e não significam condenação.

Resende amplia sistema de monitoramento com novas câmeras em pontos estratégicos

Resende amplia sistema de monitoramento com novas câmeras em pontos estratégicos

Instalação inclui equipamentos blindados, totens de segurança escolar e remanejamento de câmeras para melhorar a cobertura e reduzir os pontos cegos

A Prefeitura de Resende está ampliando o sistema de videomonitoramento do município com a instalação de novos equipamentos em pontos estratégicos. A medida tem como objetivo reforçar a segurança, ampliar a cobertura das câmeras e melhorar o acompanhamento de ocorrências em áreas de grande circulação, regiões com pontos cegos e no entorno de unidades escolares. 

A nova etapa prevê a instalação de cinco equipamentos blindados do modelo ONE. Três deles estão destinados a locais de grande circulação: Avenida Francisco Fortes Filho, na Morada da Montanha, Calçadão de Campos Elíseos e Terminal Rodoviário, no Centro. Os outros dois serão instalados na região da grande Alegria, sendo um na Avenida Perimetral Norte, principal acesso ao bairro Nova Alegria, e outro na Baixada Olaria, para ampliar o monitoramento na região e contribuir para a segurança dos moradores e da unidade escolar próxima ao equipamento. 

Além das câmeras blindadas, outros 15 totens serão instalados no entorno de unidades escolares de diferentes regiões de Resende. Os pontos incluem as escolas Maria de Assis Barboza, no Cabral; Roberto Silveira, no Paraíso; Olavo Bilac, em Campos Elíseos; Souza Danta, João Maia e Santa Ângela, no Centro; Sagrado Coração, no Lavapés; Pedro Braile e Salesiano, no Jardim Jalisco; Oliveira Botelho e Dom Bosco, no Manejo, Noel de Carvalho, na Liberdade; Getúlio Vargas, na Cidade Alegria; e a creche Menino Jesus, na região do Acesso Oeste. 

As unidades escolares receberão, ainda, câmeras periféricas para o monitoramento de seus respectivos perímetros. A quantidade de câmeras em cada local será definida de acordo com o tamanho da área e a necessidade de cobertura.  

Os equipamentos de Resende são divididos em duas categorias: ONE e NEO. Eles contam com quatro câmeras capazes de realizar o monitoramento em 360 graus, com gravação das imagens e acompanhamento em tempo real. Os modelos ONE também possuem uma câmera do tipo speed dome, que permite o monitoramento de precisão e a aproximação de imagens de pontos mais distantes. 

Os dois modelos têm ainda botão de pânico e sistema de áudio bidirecional, que, quando acionado, é encaminhado à Central de Monitoramento. A Guarda Municipal faz a triagem e, conforme a natureza da ocorrência, a equipe responsável poderá acionar a força de segurança ou serviço adequado para o atendimento (GCM, polícias Militar, Civil ou Rodoviária Federal, além do Corpo de Bombeiros). 

O sistema também possui tecnologia de reconhecimento facial e outras ferramentas de análise de imagens.

Segundo o secretário municipal de Segurança Pública, José Vicente, a ampliação reforça a estrutura que já é utilizada em Resende e acompanha as condições do tráfego e das ocorrências na cidade. 

– O videomonitoramento é uma ferramenta de apoio ao trabalho das forças de segurança. As câmeras ajudam no acompanhamento das ocorrências, identificação de situações suspeitas, no ordenamento do trânsito e também auxiliam no esclarecimento de crimes – explicou.

Resende já conta com equipamentos em diferentes regiões
Além dos novos equipamentos, Resende já possui 38 câmeras distribuídas pela cidade e outras 10 fixas, instaladas em locais como Túnel da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), entorno da Prefeitura, Estrada do Limeira, região do Rio Alambari, Pórtico e rotatória da Serrinha, dentre outros pontos. 

Resende tem ainda seis câmeras de leitura de placas de veículos, instaladas em acessos estratégicos. 

Com a implantação dos novos totens, das câmeras periféricas nas unidades escolares e dos equipamentos blindados, somados ao sistema já existente no município, a estrutura de videomonitoramento de Resende se aproxima de 500 câmeras. 

– É importante destacar que o sistema tem como finalidade principal o apoio às equipes de segurança pública, à prevenção e ao esclarecimento de ocorrências, além de auxiliar no acompanhamento do trânsito e nas demais situações que exijam do serviço público prestado à população – finalizou o prefeito Tande Vieira. 

Criada há 30 anos, cota de candidaturas femininas ainda não levou à igualdade

Criada há 30 anos, cota de candidaturas femininas ainda não levou à igualdade

Fonte: Agência Senado

Há 30 anos, os partidos políticos passaram a ter de reservar às mulheres parte das candidaturas nas eleições proporcionais. Desde então, a presença feminina nas disputas eleitorais aumentou de forma significativa. O crescimento no número de eleitas, porém, não avançou na mesma proporção. 

Aplicada pela primeira vez nas eleições municipais de 1996, a chamada cota de gênero foi criada para ampliar a participação feminina na política. Atualmente, exige que nenhum dos gêneros tenha menos de 30% das candidaturas a deputado ou deputada e a vereador ou vereadora. 

Em 1994, antes da adoção da medida, 188 mulheres concorreram a deputada federal em todo o país, o equivalente a 6,2% das candidaturas. Em 2022, foram 3.717, ou 35% do total, uma proporção cinco vezes maior. Entre os eleitos e eleitas, a participação feminina passou de 7,4% para apenas 17,7% no mesmo período, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A primeira regra foi criada pela Lei 9.100, de 1995, que estabeleceu uma cota mínima de 20% de candidaturas femininas para as eleições municipais de 1996. Nos anos seguintes, a legislação foi ampliada e ganhou novos mecanismos para tornar a participação das mulheres mais efetiva. 

Arlindo Fernandes, consultor legislativo do Senado, explica que, se um partido não tiver candidaturas suficientes de um dos gêneros, terá de reduzir também as do outro para preservar a proporção determinada pela legislação. 

— Com essa lógica e com esse entendimento, se realiza materialmente a ideia de que o mínimo de 30% das candidaturas será feminino — diz. 

Mudanças na legislação

A Lei Geral das Eleições, de 1997, ampliou a política de gênero para as disputas proporcionais estaduais e federais. Para as eleições de 1998, a lei estabeleceu uma regra de transição, com mínimo de 25% das candidaturas para cada sexo. A partir de 2002, passou a valer o piso de 30% previsto na Lei das Eleições. 

Outra mudança importante ocorreu em 2009. Até então, a lei determinava que os partidos apenas reservassem o percentual mínimo. A nova redação passou a exigir que eles efetivamente preenchessem pelo menos 30% das candidaturas com pessoas de cada gênero.

A regra foi aplicada pela primeira vez nas eleições gerais de 2010. Vale para deputado federal, deputado estadual ou distrital e vereador. Não se aplica às eleições para presidente da República, governador, prefeito e senador. 

Guarda Municipal de Volta Redonda prende homem em flagrante por furto de equipamento público no Laranjal

Guarda Municipal de Volta Redonda prende homem em flagrante por furto de equipamento público no Laranjal

Após denúncias de moradores, agentes recuperaram um registro de grande porte do sistema hidráulico e apreenderam a marreta usada para arrombar a casa de bombas

Uma ação rápida da Guarda Municipal de Volta Redonda (GMVR) resultou na prisão em flagrante de um homem por furto qualificado contra o patrimônio público, no final da tarde do último domingo (6). O caso ocorreu na Praça José Roberto Domingues da Cruz, no bairro Laranjal, nas proximidades da Rodoviária Municipal, e contou com a colaboração decisiva da população.

Por volta das 17h30, uma equipe da GMVR realizava patrulhamento de rotina quando foi acionada por populares. Um morador relatou ter ouvido barulhos de fortes pancadas – semelhantes a marretadas em metal – vindos do interior da casa de bombas do chafariz da praça no Laranjal. Logo em seguida, o morador observou um homem saindo do local carregando uma mochila aparentemente pesada e repassou as características físicas do suspeito aos agentes.

Ao inspecionar o local, a equipe constatou que o acesso havia sido arrombado com a quebra do cadeado. No interior da estrutura, faltava uma peça hidráulica de grande porte do chafariz. Com isso, guardas municipais iniciaram buscas pela região.

Por volta das 18h, os agentes localizaram o suspeito na Rua Dr. Guanayr Horst, no bairro Vila Americana. Durante a abordagem, os guardas encontraram dentro de sua mochila um registro industrial de metal com conexões e volante de manobra, pertencente ao sistema hidráulico da praça, além da marreta utilizada para quebrar o cadeado e desacoplar o equipamento.

O homem confessou o crime, recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia da Polícia Civil (93ª DP), onde a ocorrência foi registrada. A perícia da Polícia Civil foi acionada para o local do furto e um representante do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) esteve na delegacia para fazer o reconhecimento e a devolução do material público. O suspeito permaneceu preso em flagrante e à disposição da Justiça.

Inverno: Hemonúcleo de Volta Redonda mobiliza população para doar sangue em dias mais frios, quando captação reduz em 30%

Inverno: Hemonúcleo de Volta Redonda mobiliza população para doar sangue em dias mais frios, quando captação reduz em 30%

Unidade da rede pública, localizada no Hospital São João Batista, está com estoques baixos nesse período. Local funciona de segunda a sexta, das 7h às 13h

O Núcleo de Hemoterapia Paulo Roberto Alves Arantes, localizado no Hospital São João Batista (HSJB), da rede pública de Volta Redonda, está mobilizando a população para doar sangue nesse período de inverno, quando, segundo a unidade, a captação reduz em cerca de 30%.

“E neste ano essa redução está ultrapassando os 30% nesses dias mais frios. Para se ter uma ideia, o ideal de estoque do tipo O Negativo seria de 60 bolsas e estamos com cerca de 10 atualmente, sendo que este tipo atende a todas as grandes emergências da região”, afirmou Cristina Teixeira, assessora responsável pela captação do Hemonúcleo.

O Banco de Sangue está precisando da doação de todos os tipos sanguíneos, mas os mais críticos são dos fatores O Negativo, A Positivo e B Negativo. A unidade não exige agendamento prévio. Os voluntários podem comparecer de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h, exceto em feriados.

O Hemonúcleo atende o Hospital São João Batista, onde está instalado, além do Hospital Municipal Dr. Munir Rafful (HMMR), no Retiro; do Hospital Dr. Nelson dos Santos Gonçalves, no Aterrado; de três hospitais privados da cidade; e também fornece hemocomponentes para unidades de saúde dos municípios de Pinheiral e Piraí.

Critérios para doar

– Ter entre 16 e 69 anos de idade (menores de 18 anos devem apresentar autorização formal do responsável legal);

– Pessoas entre 61 e 69 anos só podem doar sangue se já tiverem realizado doações antes de completarem os 61 anos.

– No dia da doação, os interessados devem apresentar um documento oficial de identificação com foto, pesar no mínimo 50 quilos, ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas, estar bem alimentado e evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação. Caso a doação seja realizada após o almoço, é necessário aguardar pelo menos duas horas.

Nova legislação amplia possibilidade de doação

Uma atualização na Portaria nº 11.685 de 2 de julho 2026, do Ministério da Saúde, e que vai entrar em vigor no próximo dia 30, vai impactar diretamente na ampliação do número de possíveis doadores de sangue. A legislação é referente a hemoterapia e muda os critérios no intervalo de alguns procedimentos estéticos, clínicos ou até mesmo cirúrgicos para a liberação para a doação de sangue.

A medida vai facilitar que mais pessoas possam doar sangue em períodos menores. O tempo de intervalo de pessoas que fizeram tatuagens e querem doar, por exemplo, cairá de seis para quatro meses; o mesmo prazo vale para pessoas que foram submetidas a procedimentos como endoscopia e colonoscopia. Já para doadores que passaram por cirurgias bariátricas, o prazo será reduzido de 12 meses para seis meses.

Além de flexibilizar a doação de sangue por pessoas que foram submetidas aos procedimentos já citados, a atualização da portaria também vai permitir que doadores que, até então, atingiram a idade máxima para doar possam continuar doando e, assim, colaborando com o próximo.

A faixa etária que ainda é permitida atualmente é entre 16 e 69 anos completos. Com a atualização da Portaria, pessoas que foram doadores regulares de sangue, como no caso de homens que doavam de dois em dois meses e mulheres que faziam suas doações de três em três meses, poderão continuar doando sangue mesmo após completarem 70 anos.

Procuradoria da República no estado promove evento para discutir estratégias de enfrentamento aos desafios das mudanças climáticas

Procuradoria da República no estado promove evento para discutir estratégias de enfrentamento aos desafios das mudanças climáticas

A reunião híbrida com tema ‘Adaptação Climática em Foco: Rio de Janeiro’ será na próxima segunda-feira (14), aberta aos municípios da PRM Volta Redonda

A Procuradoria da República no estado, unidade do Ministério Público Federal (MPF), promove o evento “Adaptação Climática em Foco: Rio de Janeiro” na próxima segunda-feira, dia 14, das 9h às 16h, com o objetivo de discutir caminhos e estratégias concretas de enfrentamento aos desafios das mudanças climáticas. Voltado para autoridades, especialistas e gestores públicos, principalmente coordenadores de Defesa Civil, o encontro será realizado de forma híbrida e está aberto para todos os 11 municípios abrangidos pela Procuradoria da República no Município (PRM) Volta Redonda.

As inscrições para participação presencial no evento – no auditório da Procuradoria da República no Rio de Janeiro, na Avenida Nilo Peçanha, nº 31, Centro da capital fluminense – deve ser feita pela internet, acessando o link: https://forms.gle/YepiKS5aCyzhQBrf6. E a transmissão ao vivo do evento pode ser acompanhada no canal do MPF no Youtube pelo link: https://youtube.com/live/JXMxUgtQiig?feature=share.

O projeto é organizado pela 4ª Câmara de Coordenação e Revisão (4ª CCR), órgão do MPF encarregado de coordenar, integrar e revisar as ações institucionais dos procuradores da República focadas na defesa do Meio Ambiente, para debater estratégias de adaptação diante dos desafios ambientais nas diferentes regiões do país. Dessa vez, vai se debruçar sobre os efeitos das mudanças climáticas no estado do Rio de Janeiro.

Painéis científicos, governamentais e jurídicos

A programação contará com painéis científicos, governamentais e jurídicos, orientados não apenas à reflexão conceitual sobre o meio ambiente, mas sobretudo à apresentação de resultados práticos e iniciativas efetivas de adaptação climática. A abertura ficará a cargo do procurador-chefe da Procuradoria da República da 2ª Região (ES e RJ), Leonardo Cardoso de Freitas; e da procuradora-chefe da PR-RJ, Carmen Sant Anna.

O primeiro painel jurídico terá uma apresentação dos cenários locais das mudanças climáticas e sugestão de políticas para o enfrentamento de seus efeitos lesivos e de medidas de adaptação, a partir de bases científicas e pesquisas acadêmicas com a professora doutora Andrea Souza Santos, pesquisadora e professora do Programa de Engenharia de Transportes (PET) da Coppe/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro). 

O professor doutor Fernando Rocha Nogueira, que vai participar de forma remota, é especialista em gestão de riscos ambientais urbanos e professor-adjunto da Universidade Federal do ABC. O tema será “Políticas de prevenção de riscos e adaptação climática da Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades”. O moderador desse módulo será o procurador da República, Renato de Freitas Souza Machado.

No segundo painel jurídico, o procurador federal dos Direitos do Cidadão Adjunto, Paulo Leivas, vai falar sobre “O cumprimento das decisões de Cortes Internacionais a respeito de Emergência Climática”; o tema “Litigância climática e atuação do MPF” será apresentado por Analucia Hartmann, procuradora regional da República, coordenadora do GT (Grupo de Trabalho) Emergências Climáticas, e pelo promotor de justiça, coordenador do CAO (Centro de Apoio Operacional) Meio Ambiente do MP-RJ e integrante do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema), Vinícius Lameira. A moderadora será Ana Padilha Luciano de Oliveira, procuradora regional da República. 

O painel governamental 1 vai apresentar as políticas e ações governamentais para adaptação climática com o secretário nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Aloisio Lopes Pereira de Melo (participação remota); a pesquisadora e diretora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) do  Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Regina Célia dos Santos Alvalá (participação remota); o tenente-coronel Alexander Anthony Barrera, chefe do Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais do Estado do Rio de Janeiro (Cemaden-RJ); e a secretária municipal de Meio Ambiente e Clima do Rio de Janeiro, Lívia Galdino. Como moderadora, estará a procuradora da República, Fabiana Schneider. 

O painel governamental 2 vai abordar a repartição de competências em matérias de adaptação às mudanças climáticas com Rodrigo Mascarenhas, secretário de Estado de Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro; as ações que vêm sendo elaboradas para monitoramento, prevenção e resposta a eventos relacionados às mudanças climáticas e adaptações das cidades, com Rodrigo Gonçalves da Silva, subsecretário de Proteção e Defesa Civil da Cidade do Rio de Janeiro; os desafios na prevenção de desastres na região da Costa Verde, com Fábio Júnior, secretário de Defesa Civil de Angra dos Reis; e as possíveis fragilidades das normas de licenciamento ambiental (especialmente a NOP-Inea46) frente às mudanças climáticas, com Maurício Lamego, diretor-presidente do Imaar (Instituto Municipal do Ambiente de Angra dos Reis). A moderadora também será procuradora da República, Fabiana Schneider.

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