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Política

Criada há 30 anos, cota de candidaturas femininas ainda não levou à igualdade

Criada há 30 anos, cota de candidaturas femininas ainda não levou à igualdade

Fonte: Agência Senado

Há 30 anos, os partidos políticos passaram a ter de reservar às mulheres parte das candidaturas nas eleições proporcionais. Desde então, a presença feminina nas disputas eleitorais aumentou de forma significativa. O crescimento no número de eleitas, porém, não avançou na mesma proporção. 

Aplicada pela primeira vez nas eleições municipais de 1996, a chamada cota de gênero foi criada para ampliar a participação feminina na política. Atualmente, exige que nenhum dos gêneros tenha menos de 30% das candidaturas a deputado ou deputada e a vereador ou vereadora. 

Em 1994, antes da adoção da medida, 188 mulheres concorreram a deputada federal em todo o país, o equivalente a 6,2% das candidaturas. Em 2022, foram 3.717, ou 35% do total, uma proporção cinco vezes maior. Entre os eleitos e eleitas, a participação feminina passou de 7,4% para apenas 17,7% no mesmo período, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A primeira regra foi criada pela Lei 9.100, de 1995, que estabeleceu uma cota mínima de 20% de candidaturas femininas para as eleições municipais de 1996. Nos anos seguintes, a legislação foi ampliada e ganhou novos mecanismos para tornar a participação das mulheres mais efetiva. 

Arlindo Fernandes, consultor legislativo do Senado, explica que, se um partido não tiver candidaturas suficientes de um dos gêneros, terá de reduzir também as do outro para preservar a proporção determinada pela legislação. 

— Com essa lógica e com esse entendimento, se realiza materialmente a ideia de que o mínimo de 30% das candidaturas será feminino — diz. 

Mudanças na legislação

A Lei Geral das Eleições, de 1997, ampliou a política de gênero para as disputas proporcionais estaduais e federais. Para as eleições de 1998, a lei estabeleceu uma regra de transição, com mínimo de 25% das candidaturas para cada sexo. A partir de 2002, passou a valer o piso de 30% previsto na Lei das Eleições. 

Outra mudança importante ocorreu em 2009. Até então, a lei determinava que os partidos apenas reservassem o percentual mínimo. A nova redação passou a exigir que eles efetivamente preenchessem pelo menos 30% das candidaturas com pessoas de cada gênero.

A regra foi aplicada pela primeira vez nas eleições gerais de 2010. Vale para deputado federal, deputado estadual ou distrital e vereador. Não se aplica às eleições para presidente da República, governador, prefeito e senador. 

Lula defende apuração sobre Lulinha: “Ninguém está impune se cometeu erro”

Lula defende apuração sobre Lulinha: “Ninguém está impune se cometeu erro”

Declaração ocorreu durante entrevista à TV Record, que transmitirá integra neste domingo no mesmo horário do debate presidencial da Band; petista optou por não participar, assim como Flávio e Zema


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a continuidade da investigação que mira o seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em entrevista à Record TV, o petista afirmou que o filho terá que provar sua inocência.

“Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado. Não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Investigue-se”, disse.

Lulinha é alvo de três inquéritos. As apurações miram o suposto tráfico de influência e corrupção em prol de empresas junto ao governo federal. “Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está impune se cometeu erro. Meu filho sabe que se ele cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou inocentado. Ele tem que provar a inocência dele”, declarou.

A entrevista foi gravada na manhã deste domingo no Palácio da Alvorada e será exibida, segundo a Record, dentro do Domingo Espetacular, que vai ao ar a partir das 20h30. O horário coincide com o debate com presidenciáveis na TV Band.


PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado

PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).

No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.

Fim da 6×1

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.

A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

Prazos

A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.

O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.

Segurança

A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.

A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.

Quórum

Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

Fonte: Agência Senado

Pablo Marçal entra na corrida presidencial e pode embaralhar disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro

Pablo Marçal entra na corrida presidencial e pode embaralhar disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro

Candidato do PRTB aposta no discurso antissistema e na força das redes sociais; sua presença pode fragmentar o eleitorado de direita e modificar a estratégia dos principais concorrentes

A eleição presidencial de 2026 ganhou um novo elemento de tensão com o registro da candidatura de Pablo Marçal pelo PRTB. O empresário e influenciador conseguiu, por meio de uma liminar da Justiça Eleitoral, autorização para retornar ao partido e registrar sua candidatura à Presidência. A situação, entretanto, ainda não é definitiva: Marçal permanece inelegível em razão de uma condenação eleitoral, e a validade de sua candidatura ainda será analisada pela Justiça Eleitoral.

Mesmo com a questão jurídica pendente, a entrada de Marçal já produz efeitos políticos. Conhecido pela forte presença nas redes sociais e por um discurso de confronto com o establishment político, ele chega à disputa com capacidade de mobilizar um eleitorado que não necessariamente se identifica com os partidos tradicionais.

É justamente aí que está o principal impacto potencial de sua candidatura.

O problema para Flávio Bolsonaro

O primeiro campo diretamente afetado tende a ser o da direita.

Flávio Bolsonaro, candidato do PL, atualmente aparece como o principal adversário de Lula nas pesquisas disponíveis. Levantamentos recentes mostram uma disputa apertada entre os dois em cenários de segundo turno.

A presença de Marçal, entretanto, acrescenta um concorrente com características semelhantes em alguns segmentos do eleitorado: forte presença digital, discurso de oposição ao sistema político tradicional, crítica ao PT e capacidade de comunicação direta com o público conservador.

Isso não significa necessariamente que Marçal vá tirar votos diretamente de Flávio. Mas quanto mais ele crescer, maior será a possibilidade de divisão do eleitorado de direita.

O próprio Marçal afirmou recentemente que pretende participar dos debates e declarou que não pretende ser um obstáculo para Flávio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, disse querer romper a hegemonia do PT e derrotar Lula.

Na prática, porém, uma candidatura não precisa declarar guerra a outra para disputar o mesmo eleitor.

E Lula?

O impacto sobre Lula é mais indireto, mas pode ser igualmente importante.

Se Marçal conseguir conquistar uma parcela significativa dos votos que hoje estão concentrados em Flávio Bolsonaro e em outros candidatos de direita, o resultado pode ser uma maior fragmentação do campo oposicionista no primeiro turno.

E eleição majoritária não é apenas uma disputa para saber quem tem mais votos. É também uma disputa para saber quem consegue chegar ao segundo turno.

Nesse sentido, a divisão da direita pode favorecer Lula caso o presidente consiga manter uma base eleitoral sólida enquanto seus adversários disputam entre si o mesmo espaço político.

Hoje, pesquisas recentes colocam Lula na liderança do primeiro turno e mostram uma disputa bastante apertada com Flávio em determinados cenários de segundo turno.

Marçal pode repetir o fenômeno das redes?

Essa é uma das principais incógnitas da eleição.

Marçal construiu sua projeção política utilizando uma estratégia baseada em vídeos curtos, confrontos, declarações de grande repercussão e comunicação direta com seus seguidores.

A estratégia já demonstrou capacidade de gerar enorme exposição. Analistas têm chamado atenção justamente para essa característica: mesmo antes de uma definição definitiva sobre sua candidatura, Marçal já conseguiu transformar a própria situação jurídica e eleitoral em combustível para sua presença pública.

O desafio agora será transformar audiência digital em votos.

Em uma eleição com grande número de candidatos — o TSE recebeu 13 pedidos de registro para a Presidência —, alguns pontos percentuais podem ser suficientes para mudar completamente a configuração do segundo turno.

A direita diante de um novo dilema

A candidatura de Marçal coloca a direita diante de uma questão estratégica.

De um lado, Flávio Bolsonaro tenta consolidar-se como o principal nome do campo conservador e herdeiro político do bolsonarismo.

Do outro, Marçal apresenta-se como uma alternativa mais independente dos partidos tradicionais e utiliza uma comunicação que dialoga diretamente com o eleitorado insatisfeito com a política convencional.

Há ainda outros nomes disputando o mesmo espaço, como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos.

O resultado é um campo oposicionista mais dividido, justamente quando Lula busca manter sua liderança.

O que observar daqui para frente

A pergunta central não é apenas quanto Marçal terá nas próximas pesquisas.

É de onde virão esses votos.

Se Marçal crescer principalmente sobre eleitores que hoje estão com Flávio Bolsonaro, sua candidatura poderá dificultar a chegada do candidato do PL ao segundo turno.

Se conquistar eleitores que estavam indecisos ou pretendiam votar em outros candidatos, o impacto poderá ser diferente.

E existe ainda um terceiro cenário: Marçal pode crescer a ponto de se tornar ele próprio um dos protagonistas da disputa pelo segundo turno.

A primeira pesquisa Datafolha divulgada após a entrada de Marçal na disputa já está sendo aguardada justamente para medir esse novo cenário. O levantamento testa intenção de voto, rejeição e diferentes possibilidades de segundo turno.

Por enquanto, uma coisa parece clara: a entrada de Pablo Marçal acrescenta uma variável importante a uma eleição que já vinha sendo marcada pela polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Se a candidatura for mantida pela Justiça e Marçal conseguir repetir nas eleições presidenciais a força que demonstrou nas redes sociais, a disputa de 2026 poderá deixar de ser apenas uma batalha entre dois grandes polos.

E, em uma eleição apertada, alguns pontos percentuais podem ser suficientes para decidir quem chega — ou não — ao segundo turno.

Caiado troca marqueteiro no início da campanha presidencial e muda comando da comunicação

Caiado troca marqueteiro no início da campanha presidencial e muda comando da comunicação

Paulo Vasconcelos deixa equipe e Marcos Carvalho assume a estratégia de comunicação do candidato do PSD; mudança ocorre no momento em que Caiado busca se consolidar como alternativa dentro da direita

A campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD) começou com uma mudança importante em sua estratégia de comunicação. Um dia após o início oficial da campanha, o publicitário Paulo Vasconcelos deixou a equipe responsável pelo marketing do candidato. Para o lugar dele, foi anunciado Marcos Carvalho, que já atuava na área digital da campanha.

Em nota, a campanha informou que Vasconcelos se desligou do marketing na segunda-feira (17) e que a nova linha de comunicação será conduzida por Marcos Carvalho. A assessoria, inicialmente, não detalhou o motivo da substituição.

Nos bastidores, entretanto, veículos de imprensa relatam que a saída estaria relacionada a divergências sobre os rumos da estratégia eleitoral. Outra informação divulgada é que Vasconcelos continua envolvido em outras disputas estaduais, entre elas as campanhas de Douglas Ruas, no Rio de Janeiro, e Mateus Simões, em Minas Gerais.

A troca ganha peso pelo momento em que acontece. Caiado iniciou oficialmente sua campanha apresentando-se como uma alternativa de direita à polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Nos primeiros movimentos eleitorais, o candidato passou a elevar o tom das críticas aos dois campos e a defender uma posição de terceira via.

A mudança na comunicação também ocorre em meio ao aumento da disputa dentro do campo da direita. O presidente do PSD e candidato a vice na chapa, Gilberto Kassab, afirmou recentemente que Flávio Bolsonaro teria “chance zero” de vencer a eleição, declaração que provocou reação da campanha do senador.

Marcos Carvalho chega ao comando da comunicação em um cenário que exige da campanha de Caiado uma definição cada vez mais clara de posicionamento. O publicitário já teve participação em campanhas eleitorais de grande repercussão e vinha atuando diretamente nas redes sociais de Caiado.

A questão agora é saber se a mudança representará apenas uma reorganização interna ou se marcará uma nova fase na estratégia eleitoral do candidato.

Com o início da corrida presidencial e a aproximação da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, a comunicação deverá ganhar ainda mais importância na tentativa de Caiado de ampliar seu espaço no eleitorado e se apresentar como uma alternativa competitiva no cenário nacional.

O cenário eleitoral de 2026

A troca de comando no marketing ocorre em um momento de intensa movimentação entre os principais nomes que disputam o eleitorado de direita. Caiado tenta construir uma candidatura capaz de dialogar com o eleitor contrário ao governo Lula sem se apresentar como uma extensão do bolsonarismo.

O desempenho dessa estratégia será um dos pontos a serem observados ao longo das próximas semanas, especialmente com o avanço da campanha e a exposição dos candidatos no rádio, na televisão e nas plataformas digitais.

Eleição para Câmara dos Deputados terá menos candidatos neste ano

Eleição para Câmara dos Deputados terá menos candidatos neste ano

Há também menos deputados candidatos à reeleição do que em 2022

Fonte: Agência Câmara de Notícias

As eleições de 2026 para a Câmara dos Deputados terão menos candidatos que as de 2022. Também há menos deputados candidatos à reeleição.

O prazo para registro de candidaturas terminou neste sábado (15). Até agora, 7.620 pessoas se registraram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para disputar uma vaga de deputado federal. Em 2022, a disputa teve 9.477 candidatos.

Os números ainda podem mudar, porque a Justiça Eleitoral precisa analisar e aprovar os registros das candidaturas.

Nas eleições passadas, 1.153 candidatos foram considerados inaptos para concorrer.

Concorrência varia entre os estados

Por enquanto, há quase 15 candidatos para cada vaga, relação que varia de acordo com o estado.

O Distrito Federal tem a maior concorrência: 164 candidatos disputam 8 vagas, ou 21 candidatos por vaga.

A menor concorrência está no Amapá: são 89 candidatos para 8 vagas, ou 11 candidatos por vaga.

Perfil dos candidatos

O perfil dos candidatos também mudou. A participação das mulheres passou de 35% (2022) para 37% (2026).

Também aumentou a proporção de candidatos com nível superior, de 68% (2022) para 71% (2026).

O número de candidatos indígenas cresceu de 50, na eleição passada, para 75 nesta eleição. Também há 24 pessoas transgênero — eram 19 na última eleição.

Reeleição

Neste ano, dos 513 deputados em exercício, 437 vão disputar a reeleição. Em 2022, foram 448. A diferença pode ser explicada pelo aumento do número de deputados que decidiram concorrer ao Senado — eram 21 na eleição passada e hoje são 42.

Também há mais deputados federais tentando uma vaga em assembleias legislativas — um aumento de 6 para 11.

Neste ano, 5 deputados concorrem ao cargo de governador, 1 ao de vice-presidente, 1 ao de vice-governador e 3 ao de 1º suplente de senador.

Dos deputados atuais, 13 não concorrem a nenhum cargo eletivo.

Número de partidos

A redução na quantidade de partidos é uma das razões para o menor número de candidatos. Essa redução é consequência das mudanças nas regras eleitorais, como o fim das coligações partidárias e a cláusula de desempenho.

Outro fator é uma mudança na Lei das Eleições, em 2021, que limita o número de candidatos de cada partido a 100% das vagas daquele estado mais uma candidatura. Por exemplo, em São Paulo, cada partido pode lançar até 71 candidatos. No Distrito Federal e em outros estados menores, o limite é de 9 candidatos.

Atualmente, o Brasil tem 30 partidos, sendo que apenas 22 têm cadeiras na Câmara dos Deputados. Nas eleições de 2018 havia 36 partidos e 30 conquistaram vagas de deputado federal.

Fusões e incorporações

Por causa da cláusula de desempenho, que começou a valer nas eleições de 2018 e estabelece requisitos mínimos de votos ou de deputados eleitos para que os partidos tenham acesso a recursos e funcionamento parlamentar, algumas legendas se fundiram ou foram incorporadas por outras:

  • o Podemos incorporou o PSC e o PHS;
  • o Patriota incorporou o Partido Republicano Progressista (PRP);
  • o PCdoB incorporou o Partido Pátria Livre (PPL);
  • o Solidariedade incorporou o PROS;
  • o Democratas e o PSL se fundiram para criar o União; e
  • o Patriota e o PTB formaram juntos o Partido da Renovação Democrática (PRD).

Para cumprir as regras da cláusula de desempenho, partidos também criaram cinco federações:

  • PT-PCdoB-PV;
  • PSDB-Cidadania;
  • Psol-Rede;
  • PRD-Solidariedade; e
  • União-PP.

Cláusula de desempenho

Nas eleições de 2026, os partidos precisarão cumprir uma destas condições:

  • no mínimo 2,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos nove estados, com um mínimo de 1,5% dos votos válidos em cada estado; ou
  • a eleição de, no mínimo, 13 deputados federais distribuídos em pelo menos nove estados.

Nem todos os partidos deverão alcançar essas exigências, porque alguns não têm candidatos em número suficiente de estados.

Apenas quatro partidos têm candidatos registrados em todas as unidades da federação:

  • PL, com 534 candidatos;
  • Novo (505);
  • PT (354); e
  • União (283).

Mulheres candidatas

As mulheres somam 2.781 candidaturas a deputada federal, o que representa 37% do total neste ano. O percentual é superior aos 35% registrados na última eleição e à cota mínima de 30% por gênero.

Esse crescimento está relacionado às regras de cota para candidaturas femininas, que foram reforçadas em 2022 com a Emenda Constitucional 117.

Pela regra, os partidos devem destinar às candidaturas femininas recursos proporcionais ao número de mulheres candidatas, com um mínimo de 30%.

Os partidos também devem reservar no mínimo 30% do tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão às mulheres.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em 2018, que o financiamento das campanhas deveria ser distribuído proporcionalmente entre candidatas e candidatos.

Antes dessa regra, as mulheres sempre estiveram abaixo do limite mínimo de 30% de candidaturas. Em 2002, elas eram apenas 11% dos candidatos a deputado federal.

Proporcionalmente, os partidos com o maior número de candidaturas femininas são:

  • PCdoB (51%);
  • PCO (49%);
  • Cidadania e UP (ambos com 48%).

Têm menos candidatas:

  • Agir (33%);
  • Avante, DC, Mobiliza, PL, PSDB e Solidariedade (todos com 34%).

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