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Internacional

China revela medidas para impulsionar consumo de casas inteligentes

China revela medidas para impulsionar consumo de casas inteligentes

A China apresentou nesta segunda-feira um plano de ação para promover ainda mais o consumo de casas inteligentes, aprimorando cenários de aplicação e expandindo o fornecimento de alta qualidade.

O plano, emitido em conjunto por oito departamentos governamentais, incluindo o Ministério do Comércio, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e o Ministério da Indústria e Informatização, também pede apoio à renovação de casas adaptadas para idosos e à modernização inteligente de casas mais velhas, ao mesmo tempo atendendo melhor às necessidades de consumo de diferentes grupos.

O plano estabelece sete medidas para expandir o fornecimento de casas inteligentes de alta qualidade, melhorar o sistema de padrões de casas inteligentes, apoiar o consumo de casas inteligentes, desenvolver produtos de casas inteligentes adaptadas para idosos, aprimorar a cadeia de serviços para reciclagem de produtos domésticos usados, otimizar os serviços comunitários e fortalecer o apoio fiscal e financeiro.

Para expandir a oferta, o plano incentiva os fabricantes a intensificar a pesquisa e o desenvolvimento de produtos domésticos inteligentes e apoia lojas de móveis domésticos e centros comerciais na criação de centros de experiência de casas inteligente e salas modelo para sistemas inteligentes para toda a casa e residências digitais.

No que diz respeito às normas, pede a melhoria do sistema de normas de classificação e avaliação para produtos domésticos inteligentes e a aceleração da formulação e implementação de normas nacionais obrigatórias sobre conectividade e interoperabilidade.

Para apoiar o consumo, o plano incentiva as autoridades locais a determinar categorias elegíveis de produtos domésticos inteligentes e padrões de subsídios com base nas condições locais sob a política de substituição de bens de consumo de 2026 da China.

Sob a política de substituição de bens de consumo deste ano, os governos locais têm maior flexibilidade na concepção de programas de subsídios. O país planeja alocar 250 bilhões de yuans (US$ 36,93 bilhões) em fundos de títulos do Tesouro especiais de prazo ultralongo para apoiar o programa nacional.

As prisões realizadas pelo ICE continuam aumentando vertiginosamente. 

As prisões realizadas pelo ICE continuam aumentando vertiginosamente.

As prisões realizadas pelo ICE de pessoas sem antecedentes criminais impulsionaram o aumento de casos.

Por Reuters

As prisões de imigrantes nos EUA dispararam nos últimos meses, impulsionadas por uma maior cooperação entre as forças policiais locais e o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA), pelo aumento do uso de tecnologia para rastrear e processar pessoas, bem como pelo compartilhamento aprimorado de dados entre agências federais.

Mas a campanha de prisões em massa deste verão não levou a um aumento proporcional nas deportações — de acordo com dados preliminares do governo dos EUA analisados ​​pela Reuters —, o que reflete as limitações legais e logísticas enfrentadas pelo presidente Donald Trump em suas tentativas de atingir suas metas de deportação em massa.

Mesmo com o aumento das prisões para quase 51.000 em agosto, estabelecendo um recorde pelo terceiro mês consecutivo, o número de deportações manteve-se praticamente estável, com uma média de cerca de 1.200 por dia, segundo dados preliminares do governo.Por exemplo, em maio, quando houve cerca de 19.000 prisões a menos, o número de pessoas deportadas por dia foi praticamente o mesmo, segundo dados obtidos pelo Deportation Data Project por meio de um pedido de acesso a informações públicas e analisados ​​pela Reuters.A discrepância se deve, em parte, a quem está sendo alvo, disseram cinco autoridades, atuais e antigas. As prisões incluem um número crescente de pessoas sem antecedentes criminais ou acusações formais e sem ordens de deportação, de acordo com os dados do Deportation Data Project.

Muitas outras pessoas estão sendo presas sem ordem de deportação.

Muitos dos detidos tinham pedidos de asilo ou outros processos judiciais pendentes, o que significa que não podiam ser removidos imediatamente do país, a menos que concordassem em renunciar aos seus direitos e partir voluntariamente.A falta de voos disponíveis e as limitações impostas pelos países de destino também restringiram as ambições de deportação de Trump, disseram ex-funcionários.”Essa é uma narrativa falsa”, disse a porta-voz da Casa Branca, Lauren Bis, em resposta a perguntas da Reuters. “Graças às rigorosas políticas de imigração do presidente Trump, três milhões de imigrantes ilegais deixaram os Estados Unidos.”

A repressão em todo o país nos últimos meses não teve a mesma repercussão que as operações anteriores em Los Angeles, Chicago e Minneapolis , mas foi mais abrangente.”Os agentes do ICE estão, por meio deste, ordenados… a fazer tudo ao seu alcance para atingir o importantíssimo objetivo de implementar o maior programa de deportação em massa da história”, declarou Trump no Truth Social em junho.

Autoridades atuais e antigas afirmaram que os agentes de imigração estão sob crescente pressão da Casa Branca para atingir a meta de

3.000 prisões por dia.”Não há cotas para prisões”, afirmou o Departamento de Segurança Interna (DHS) em comunicado à Reuters.Ao longo do verão, agentes do ICE trabalharam em conjunto com a polícia local para realizar abordagens de trânsito e deter pessoas em suas casas e locais de trabalho. Outras foram detidas em tribunais de imigração ou em comparecimentos de rotina em órgãos de imigração.O governo continua a afirmar que está focado nos “piores dos piores”, mas pessoas com antecedentes criminais representaram menos de um quarto das prisões em julho, segundo dados do Deportation Data Project. Esse número era de quase 60% em dezembro de 2024, o mês anterior à posse de Trump para um segundo mandato.

Entre as pessoas mais fáceis de encontrar estão aquelas que compartilharam suas informações pessoais com o governo dos EUA, na esperança de obter um status legal. Isso inclui imigrantes que estão sendo patrocinados para o green card por familiares cidadãos americanos, aqueles com pedidos de asilo – e mais de um milhão de pessoas que tiveram seu

status legal temporário revogado durante o segundo mandato de Trump.Mas essas pessoas geralmente têm processos em andamento para permanecer nos Estados Unidos, o que pode dificultar sua deportação rápida.Muitos também “têm raízes antigas nos Estados Unidos e podem ter mais facilidade em encontrar um advogado por meio de seus familiares americanos, além de estarem mais cientes de seus direitos”, disse Julia Gelatt, diretora associada do think tank Migration Policy Institute.Nos aeroportos, seguindo

informações da Administração de Segurança de Transportes (TSA), o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) tem como alvo pessoas que permaneceram nos Estados Unidos após o vencimento de seus vistos, mesmo que posteriormente tenham solicitado asilo ou se casado com um cidadão americano e tivessem um caminho para regularizar sua situação. Mais de 1.200 pessoas foram presas pelo ICE após denúncias da TSA até o início de junho, de acordo com dados internos do governo compartilhados com a Reuters.Dolores Mendoza, de 62 anos, e Roberto Avalos, de 64, foram detidos na semana passada em um aeroporto em Birmingham, Alabama, após retornarem de uma viagem à Califórnia para visitar familiares.

O casal entrou no país com vistos de turista em 2015 e permaneceu nos Estados Unidos, onde adotou seus três netos, cidadãos americanos, após a morte da filha por câncer de mama.Nenhum dos dois possui antecedentes criminais. Ambos obtiveram autorização de trabalho e têm pedidos de residência permanente nos EUA pendentes, por meio de seu neto mais velho, Marvin, que agora tem 22 anos e pode patrociná-los.Marvin disse que seus irmãos mais novos, de 15 e 16 anos, estão sofrendo com a ausência dos avós.O mais novo “não tem saído muito do quarto”, disse Marvin. Seu outro irmão está “mais irritado do que qualquer outra coisa”. O advogado do casal entrou com um processo na justiça federal contestando a detenção como ilegal.

NÃO HÁ AVIÕES SUFICIENTES

Algumas pessoas que não têm condições de pagar um advogado definham na detenção.Yajaira Moran, de 50 anos, está detida há cinco meses, apesar de ter um pedido pendente de visto de vítima de crime por ser sobrevivente de violência doméstica.No início de setembro, ela desistiu e pediu para voltar ao seu país de origem, a Nicarágua. Ela permanece detida enquanto aguarda a deportação.Mesmo quando as pessoas são elegíveis para deportação, a logística é complexa, exigindo coordenação com os países de destino e transferências por uma vasta rede de centros de detenção.“Conseguir que as pessoas embarquem em aviões é realmente difícil, e o número real de aviões disponíveis tem sido historicamente um gargalo”, disse Blas Nuñez-Neto, ex-funcionário do governo Biden.

Embora o governo Trump tenha assinado um acordo no ano passado para comprar seis aviões Boeing 737 para deportações, essas aeronaves ainda estão passando por inspeções da FAA e ainda não estão em uso, de acordo com uma pessoa a par do assunto.Segundo ex-funcionários, os aviões da frota existente frequentemente partem sem estarem com a capacidade máxima, devido a questões logísticas, legais e diplomáticas, ou porque o país de destino limitou o número de pessoas que pode aceitar.Segundo o grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights First, voos recentes de deportação para a cidade costeira haitiana de Cap-Haïtien transportaram apenas 57 pessoas.

Lei das burcas: Portugal passa a proibir a ocultação do rosto em espaços públicos. Como é no resto da Europa?

Lei das burcas: Portugal passa a proibir a ocultação do rosto em espaços públicos. Como é no resto da Europa?

Presidente da República promulgou a chamada “lei das burcas”, que proíbe a ocultação do rosto em espaços públicos, justificando que o rosto destapado é essencial ao reconhecimento mútuo e à convivência numa sociedade democrática.

O Presidente da República deu luz verde à chamada “lei das burcas” aprovada pelo Parlamento em julho e promulgou o diploma “que estabelece as regras de segurança e prevenção alusivas à identificação do cidadão a adotar em espaços públicos”.

Numa nota oficial divulgada na terça-feira, o Palácio de Belém indica que para António José Seguro esta é “uma matéria de grande sensibilidade social e cultural, onde é de extrema dificuldade definir fronteiras e valorizar de forma equilibrada direitos e deveres”.

No entanto, “tendo em conta estes pressupostos e o conteúdo do diploma, após as alterações legislativas introduzidas, o Presidente da República optou pela sua promulgação”.

“A integração social, a não discriminação de género e a segurança resultante de decisões no mesmo sentido do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos sustentam esta decisão”, sustenta-se na nota. O Presidente da República “partilha da convicção deste Tribunal, no sentido de o rosto ser considerado central à identidade e à comunicação humana, enquanto elemento mínimo de reconhecimento mútuo entre concidadãos”.

Para António José Seguro, “admitir que as mulheres, e só elas, tenham de esconder todo o rosto implica uma assimetria incompatível com os valores de paridade e dignidade igualitária entre homens e mulheres, valores esses que enformam as democracias europeias”.

“Numa sociedade livre, como a nossa, cada pessoa deve poder viver a sua identidade e as suas convicções enquadradas num conjunto de regras comuns que proporcionam uma ‘vivência conjunta’, conceito este aceite pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos”, lê-se na nota de Belém.

Na ótica do chefe de Estado, “o rosto destapado constitui uma dimensão estruturante da confiança social, característica da sociedade portuguesa”.

“A convivência quotidiana assenta no reconhecimento mútuo e na possibilidade de estabelecer uma relação direta entre as pessoas. Esta regra comum é indispensável à vida numa sociedade democrática, livre e plural. É uma regra de convivência entre seres humanos com igual dignidade”, conclui a nota de Belém.

Na origem deste decreto está um projeto de lei do Chega que foi a debate em outubro do ano passado. O diploma proposto pelo Chega começou por ser feito à volta da proibição, em concreto, das burcas, tendo depois sido alterado para incluir várias formas de ocultação do rosto.

O PSD tinha alterado a proposta, focando-se nas questões de “segurança” e contornando os riscos de críticas por “discriminação religiosa”. O partido aprovou no final do ano passado o projeto inicial do Chega, mas esclareceu desde o primeiro momento que planeava alterá-lo na fase da especialidade.

O decreto, entretanto alterado na especialidade, foi aprovado em votação final global a 17 de julho, com votos favoráveis do Chega, PSD, CDS e IL e contra do PS, Livre, PCP, BE e JPP, e a abstenção do PAN.

O texto final apresentado pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias determina que “é proibida a utilização, em espaços públicos, de roupas destinadas a ocultar ou a obstaculizar a exibição do rosto” e que “é proibido coagir qualquer pessoa a ocultar o rosto por motivos de género, religião, idade ou origem”. Estes dois últimos pontos não constavam do projeto original.

A violação desta proibição “constitui contraordenação punível com coima de 150 euros a 750 euros, em caso de negligência, e de 400 euros a 3.000 euros, em caso de dolo”. As multas previstas no projeto do Chega eram mais altas e chegavam aos “2.000 euros em caso de negligência” e aos “4.000 euros em caso de dolo”.

Como exceções, ressalva-se que a proibição de ocultar o rosto “não se aplica sempre que a ocultação se encontre devidamente justificada por razões de saúde ou motivos profissionais, artísticos e de entretenimento ou publicidade”, e “não é aplicável em aeronaves, instalações diplomáticas e consulares, bem como em locais de culto ou noutros locais sagrados”, nem perante “motivos relacionados com a segurança ou devido às condições climáticas ou sempre que tal decorra de disposição legal que o permita”.

O artigo 6º prevê ainda que quem, mediante ameaça, violência, coação, abuso de autoridade ou abuso de poder, “em razão do sexo da vítima, forçar uma ou mais pessoas a ocultarem o rosto é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias”, pena agravada em um terço desse tempo quando a vítima seja menor.

A versão do Chega tinha merecido pareceres negativos da Ordem dos Advogados, Conselho Superior do Ministério Público e Associação Portuguesa de Mulheres Juristas durante o processo parlamentar, além dos possíveis riscos de inconstitucionalidade.

À esquerda, PS, Livre e PCP insurgiram-se contra a aprovação do projeto do Chega, na especialidade, temendo que a nova lei fomentasse um clima de islamofobia e com o apoio do PSD.

O PS denunciou o “propósito islamófobico que estava patente na exposição dos motivos [do projeto], o contexto de radicalidade em que vivemos e os riscos que isto cria para as comunidades que são visadas diretamente”.

Já o PCP sublinhou que a proposta não tinha “nada que ver com direitos das mulheres, nem com questões de segurança”, mas “somente com alimentar o discurso de ódio e de violência com quem é diferente, alimentar o discurso racista e xenófobo”.

Por seu lado, o Livre acusou a direita de “hipocrisia” e de fazer este debate de “forma enviesada” numa tentativa de se criar em Portugal “um pânico moral sobre uma pretensa invasão islâmica que a extrema-direita tantas vezes fala”.

Uma proibição já aplicada na Europa

Portugal segue a tendência europeia e junta-se a uma longa lista de países que proibiram ou condicionaram o uso em espaços públicos de burcas e outros véus que cubram o rosto.

França foi o primeiro país europeu a proibir o uso em público de vestimentas que cubram o rosto inteiro em 2011. A violação da lei pode resultar numa multa ou na obrigação de frequentar educação cidadã obrigatória.

O governo francês apresentou como argumento que as coberturas faciais impedem a identificação clara de uma pessoa, o que pode ser um risco de segurança ou um obstáculo social numa sociedade que depende do reconhecimento facial e da expressão na comunicação.

Itália recusa grandes exercícios militares da Coligação da Boa Vontade anunciados por Macron

Itália recusa grandes exercícios militares da Coligação da Boa Vontade anunciados por Macron

Macron anuncia grandes exercícios militares entre outubro e novembro. Itália fica de fora, alinhada com o “não” de Meloni a enviar tropas para a Ucrânia.

A Coligação da Boa Vontade prepara uma nova fase de apoio militar à Ucrânia. Entre outubro e novembro vão realizar-se exercícios militares conjuntos de grande escala, pensados para testar a capacidade operacional dos países que aderiram ao formato e preparar uma eventual intervenção após o fim das hostilidades.

O anúncio foi feito pelo presidente francês Emmanuel Macron, que interveio durante a cimeira da Coligação em Kiev, no dia em que a Ucrânia assinala o 35.º aniversário da independência.

“Tomámos uma decisão”, explicou Macron, sublinhando que os exercícios vão servir para demonstrar a prontidão operacional da Coligação e a sua capacidade de agir uma vez terminados os combates. O objetivo, acrescentou o presidente francês, é também reforçar a credibilidade das garantias de segurança oferecidas a Kiev.

Itália não participa em exercícios da Coligação

É precisamente neste ponto que se destaca a posição italiana. Roma não vai participar nos exercícios militares anunciados por Macron. A confirmação chegou ao final do dia, de fontes do governo, que consideram a escolha coerente com a linha várias vezes reiterada pela primeira-ministra Giorgia Meloni: Itália apoia a Ucrânia e participa na Coligação, mas não tenciona enviar militares italianos para território ucraniano.

Uma posição já formalizada nos últimos meses. Meloni tinha, de resto, excluído o emprego de tropas italianas no terreno no âmbito das futuras garantias de segurança para Kiev.

A decisão italiana surge numa altura em que o governo prepara um novo pacote de ajuda à Ucrânia. Segundo fontes do executivo, Itália aposta em particular em hospitais, escolas e infraestruturas energéticas, além de novos meios de defesa, incluindo geradores e meios destinados à proteção antiaérea.

Coligação quer testar capacidade operacional

Os exercícios terão sobretudo um significado operacional. A Coligação quer demonstrar que é capaz de mobilizar e coordenar rapidamente as suas forças caso, após um eventual cessar-fogo, seja necessário pôr em prática as garantias de segurança prometidas à Ucrânia.

Já em julho, Macron tinha antecipado a realização de exercícios nos países vizinhos da Ucrânia, com o objetivo de testar os sistemas de desdobramento e a capacidade da Coligação para operar em terra, no mar e no ar.

O tema é particularmente sensível porque o projeto da Coligação não se limita ao apoio militar a Kiev durante a guerra, mas inclui também a possível construção de um dispositivo multinacional a ativar após o fim das hostilidades.

Macron: “Temos de demonstrar a nossa prontidão”

Para Macron, os exercícios são assim um elemento da estratégia de dissuasão e das futuras garantias de segurança. “É muito importante continuar a dar prova da nossa determinação e da nossa prontidão”, afirmou o presidente francês.

A escolha de Itália introduz, porém, uma distinção importante no seio da Coligação: Roma continua a apoiar politicamente e materialmente Kiev, mas mantém o veto sobre o emprego de soldados italianos na Ucrânia e agora também sobre a participação nos exercícios militares da Coligação da Boa Vontade.

A primeira-ministra Meloni, ligada por videoconferência à cimeira, reiterou o apoio italiano aos parceiros e a um caminho negocial. Mas quanto ao envolvimento direto das forças armadas italianas, a linha continua a ser a já indicada: nenhuma participação em operações no terreno.

A Coligação, dirigida politicamente por França e pelo Reino Unido, vai assim continuar a preparar uma força multinacional para o pós-guerra, enquanto Itália manterá um papel de apoio a Kiev sem participar nos exercícios militares previstos para o outono.

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