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PREFEITURA DE VOLTA REDONDA

Volta Redonda transforma longevidade em qualidade de vida para a população idosa

Volta Redonda transforma longevidade em qualidade de vida para a população idosa

Pesquisa aponta que integração entre saúde, atividade física, convivência e proteção social cria ambiente favorável à autonomia e à longevidade; evidências científicas associadas ao estudo indicam potencial de ganhos de dois a três anos na expectativa de vida

Viver mais, mas principalmente viver melhor. Um estudo desenvolvido pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) mostra como a política pública voltada à população idosa no município reúne diferentes áreas para promover saúde, autonomia, capacidade funcional, participação social e qualidade de vida ao longo do envelhecimento. O estudo foi apresentado pela equipe do UniFOA ao prefeito Antonio Francisco Neto na manhã desta quinta-feira (3), com a participação do presidente da FOA (Fundação Oswaldo Aranha), Eduardo Prado; do pró-reitor Acadêmico do UniFOA, Bruno Chaboli Gambarato; e da pró-reitora de Extensão do centro universitário, Carolina Callegário, que coordenaram o estudo.

Intitulado “Estrutura, processos e alcance de uma política municipal de envelhecimento saudável: o caso de Volta Redonda, Rio de Janeiro”, o trabalho analisou as ações desenvolvidas pelas secretarias municipais de Saúde (SMS), de Assistência Social (Smas) e de Esporte e Lazer (Smel). A conclusão aponta para uma resposta pública ampla, territorialmente distribuída e capaz de atuar sobre diferentes dimensões relacionadas à qualidade de vida na velhice.

Os números ajudam a mostrar o alcance dessa estrutura. O Programa Viva Melhor registra 7.227 participantes em núcleos distribuídos por toda cidade; a Assistência Social reúne 5.337 participantes em 79 grupos, que se reúnem em 35 Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e três Centros de Convivência; e a Policlínica da Melhor Idade realiza aproximadamente 1,5 mil atendimentos mensais.

Mais importante que os números isolados, porém, é a forma como esses serviços se complementam. A pesquisa identificou acompanhamento de saúde longitudinal e especializado, prática regular de atividade física, proteção social, convivência, estimulação cognitiva e mecanismos de integração entre Saúde, Assistência Social e Esporte e Lazer.

Viver mais e com autonomia

Um dos pontos de maior destaque do estudo é a relação entre políticas de envelhecimento saudável, atividade física e longevidade. A pesquisa confrontou a experiência de Volta Redonda com evidências científicas internacionais. Um dos estudos citados, envolvendo mais de 650 mil pessoas, encontrou associação entre atividade física e aumento da expectativa de vida: mesmo volumes menores de exercício foram relacionados a ganhos de 1,8 ano, enquanto níveis próximos ao mínimo recomendado foram associados a um ganho médio de 3,4 anos.

No caso de Volta Redonda, os pesquisadores consideram que programas continuados e efetivos, quando favorecem níveis adequados de atividade física, podem contribuir para ganhos da ordem de dois a três anos na expectativa de vida, além de favorecer funcionalidade, autonomia e qualidade de vida.

O próprio estudo ressalta que esse impacto específico ainda precisaria ser medido por acompanhamento longitudinal da população de Volta Redonda. Ou seja, não se trata de afirmar que o programa já acrescentou determinado número de anos à vida dos participantes, mas de demonstrar que a política municipal atua justamente sobre fatores que a literatura científica associa ao envelhecimento saudável e à longevidade.

Muito além das viagens

A pesquisa também ajuda a dimensionar uma das iniciativas mais conhecidas pela população, a Viagem da Melhor Idade, dentro de um projeto muito maior.

A viagem funciona como um reconhecimento pela participação continuada. Para ter direito, o idoso precisa estar no Programa Viva Melhor há pelo menos um ano, apresentar atestado médico atualizado e manter frequência mínima de 70% nas atividades. O estudo caracteriza a iniciativa como reconhecimento da assiduidade e incentivo à permanência no programa.

Ao longo do ano, os participantes têm acesso a atividades físicas regulares, acompanhamento profissional, convivência e diferentes modalidades esportivas e recreativas. Também fazem parte dessa estrutura iniciativas como as Olimpíadas Viva Melhor e a participação no Festival de Dança.

Assim, a viagem é apenas uma das etapas mais visíveis de uma política permanente. O principal objetivo está na rotina construída durante todo o ano: estimular o idoso a sair de casa, movimentar o corpo, criar e manter vínculos, conviver, cuidar da saúde e preservar sua independência.

Saúde acompanha o idoso ao longo do tempo

Na área da Saúde, o estudo destaca uma estrutura que começa na Atenção Primária e segue, quando necessário, para atendimento especializado na Policlínica da Melhor Idade.

Entre as ações estão acompanhamento de doenças crônicas, vacinação, visitas domiciliares, prevenção de quedas, identificação precoce de fragilidade e perda funcional, avaliação cognitiva, estimulação da memória, educação em saúde e orientação a familiares e cuidadores. A Policlínica conta ainda com atendimento multiprofissional em Medicina, Enfermagem, Psicologia e Nutrição.

A expansão dessa assistência foi expressiva nos últimos anos. Os registros apresentados no estudo mostram forte crescimento da produção da Policlínica da Melhor Idade entre 2022 e 2025.

Uma cidade que envelhece

A dimensão dessa política também acompanha uma transformação da própria população de Volta Redonda. Segundo os dados utilizados pelos pesquisadores, com base no Censo de 2022, o município tinha 55.380 moradores com 60 anos ou mais, aproximadamente 21% da população – proporção superior à média brasileira apontada no estudo.

Diante desse cenário, a pesquisa destaca como pontos importantes do modelo municipal a continuidade das ações, a diversidade de oportunidades oferecidas aos idosos, a presença dos serviços nos territórios e a articulação entre diferentes setores.

A conclusão sintetiza o objetivo dessa estrutura: criar condições para que uma população cada vez mais longeva tenha também melhores condições de saúde, funcionalidade, autonomia, participação social e qualidade de vida.

Também assistiram à apresentação do estudo a secretária municipal de Esporte e Lazer (Smel), Rose Vilela, e o subsecretário Daniel Ferreira; a subsecretária de Assistência Social, Larissa Garcez; a coordenadora da Policlínica da Melhor Idade, Giuliana Ferreira Oliveira Silva; a presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa de Volta Redonda (CMDDPI/VR), Flávia Santos, além de outros representantes da administração municipal.

Projeto Alimentação Saudável completa dois anos e amplia ações para alunos da rede municipal de ensino de Volta Redonda

Projeto Alimentação Saudável completa dois anos e amplia ações para alunos da rede municipal de ensino de Volta Redonda

Iniciativa da Secretaria Municipal de Educação incentiva hábitos alimentares saudáveis desde a infância

Promover hábitos alimentares saudáveis desde a infância é um dos caminhos mais eficazes para contribuir para a qualidade de vida e para a prevenção de doenças no futuro. Com esse propósito, o Projeto Alimentação Saudável, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação (SME) de Volta Redonda, completa dois anos de atuação na rede municipal de ensino em 2026, fortalecendo as ações de educação alimentar e nutricional entre os estudantes.

Neste ano, o projeto trabalha com o tema “Comer bem para crescer” e amplia as ações para atender crianças dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e estudantes do Ensino Fundamental II. As atividades foram planejadas de acordo com cada faixa etária, utilizando recursos lúdicos e interativos para aproximar os alunos do tema e estimular escolhas alimentares mais conscientes.

Nos CMEIs, as crianças participam de um circuito de atividades que inclui a contação da história “A Cesta da Dona Maricota”, jogos de memória, caixa tátil sensorial e, ao final, uma degustação de salada de frutas. A proposta é despertar o interesse pelos alimentos naturais e incentivar a experimentação de frutas, verduras e legumes de maneira divertida.

Já para os estudantes do Ensino Fundamental II, a programação conta com a dinâmica “Fato ou Fake”, que aborda informações relacionadas à alimentação e à nutrição. A atividade propõe que os alunos identifiquem mitos e verdades sobre os alimentos e reflitam sobre os hábitos alimentares presentes no cotidiano.

De acordo com a nutricionista da SME, Melissa Martins, a iniciativa também busca aproximar os estudantes dos alimentos naturais e incentivar o consumo de frutas, verduras e legumes.

“Na merenda escolar de Volta Redonda, todas as nossas frutas, verduras e legumes, além dos temperos que utilizamos, são provenientes da agricultura familiar e são produzidos sem o uso de agrotóxicos, com alimentos orgânicos. Isso é muito importante, porque contribui para que esses alimentos tenham maior qualidade nutricional. Neste ano, estamos desenvolvendo projetos de educação alimentar e nutricional com o objetivo de estimular nas crianças e nos estudantes a vontade de consumir frutas e legumes. Observamos nas escolas que muitos deles ainda têm resistência em experimentar alimentos novos. Por isso, queremos apresentar esses alimentos de uma maneira diferente, mais lúdica e divertida, para que possam conhecer, brincar, experimentar e se interessar por eles”, explicou.

“A alimentação escolar vai muito além de oferecer uma refeição. Cada prato servido representa cuidado, dedicação e compromisso com nossos alunos. Por meio dos projetos de Educação Alimentar e Nutricional, buscamos incentivar as crianças e adolescentes a conhecer, experimentar e valorizar os alimentos. Também valorizamos os hortifrutis da Agricultura Familiar, que levam mais frescor, qualidade e variedade às refeições, além de fortalecer os produtores e a economia local. Nosso compromisso é oferecer uma alimentação de qualidade e transformar cada refeição em uma oportunidade de aprendizado”, destacou a coordenadora de Alimentação Escolar da SME, Andrea Carvalho.

Alimentos saudáveis chegam à merenda por meio da agricultura familiar

Além do trabalho de educação alimentar realizado dentro das escolas, a rede municipal conta com a participação de produtores da agricultura familiar no fornecimento de alimentos para a merenda escolar. Um dos produtores que realiza a distribuição para as unidades de ensino é Jean Sarubi da Silva, que trabalha com produção orgânica há mais de 15 anos. Segundo ele, o conhecimento adquirido durante sua formação e uma experiência pessoal de saúde contribuíram para que escolhesse seguir o caminho da produção de alimentos mais saudáveis.

“Sou produtor orgânico há mais de 15 anos. Estudei em um colégio agrícola, onde adquiri conhecimento para trabalhar com a produção, e também tive a necessidade de consumir um alimento mais saudável depois de enfrentar um problema de saúde. A partir disso, começamos a investir cada vez mais nessa alimentação”, contou.

O produtor também destaca a importância de aproximar as crianças do campo e mostrar a elas a origem dos alimentos que chegam às escolas. “Trazer as crianças para acompanhar a produção é fantástico. Se todos os produtores pudessem abrir as portas para receber esses alunos e mostrar de onde vêm os produtos que muitas vezes eles só conhecem do supermercado, seria muito importante. No supermercado, a criança vê o alimento, mas nem sempre sabe de onde ele veio ou como foi produzido. Estamos de portas abertas para receber todos que quiserem conhecer de perto. É muito gratificante”, afirmou.

Para o secretário municipal de Educação, Osvaldir Denadai, investir em educação alimentar também significa investir na formação integral dos estudantes. “A escola tem um papel fundamental na formação de hábitos que podem acompanhar os nossos alunos por toda a vida. O Projeto Alimentação Saudável amplia esse trabalho ao unir conhecimento, ludicidade e experiências práticas. Queremos que nossas crianças e adolescentes entendam a importância de uma boa alimentação e, principalmente, tenham a oportunidade de conhecer e experimentar alimentos saudáveis”, destacou.

O prefeito Antonio Francisco Neto destacou que a promoção da alimentação saudável nas escolas está diretamente relacionada ao cuidado com as crianças e adolescentes da cidade. “Cuidar da alimentação das nossas crianças é cuidar da saúde e do futuro de Volta Redonda. O município tem trabalhado para oferecer uma merenda de qualidade e, ao mesmo tempo, ensinar aos nossos alunos a importância de fazer boas escolhas. O Projeto Alimentação Saudável é uma iniciativa que une educação, saúde e qualidade de vida, mostrando desde cedo que uma alimentação equilibrada pode fazer parte da rotina de todos”, afirmou.

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