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Folha Sul Fluminense

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Educação de Volta Redonda vai representar o Brasil em evento na sede do Google, nos EUA

Educação de Volta Redonda vai representar o Brasil em evento na sede do Google, nos EUA

Única do estado do Rio convidada para imersão no Vale do Silício, cidade será representada por servidores da rede municipal em encontro com lideranças educacionais

A Educação de Volta Redonda alcançou mais um marco de destaque nacional e internacional. O município foi selecionado pelo Google for Education para participar da “Imersão no Vale do Silício com o Google”, um encontro exclusivo de tecnologia e inovação pedagógica, que será realizado nos dias 22 e 23 de setembro na sede global da multinacional, em Mountain View, Califórnia (EUA).

O município se destaca como o único do estado do Rio de Janeiro e um dos poucos do Brasil a receber o convite da instituição para este encontro de lideranças educacionais. A indicação é fruto do reconhecimento direto do Google aos resultados obtidos pelo Projeto de Transformação Digital implementado na rede municipal de ensino, que rendeu a Volta Redonda o título de “Município de Referência Google for Education”.

Para absorver as novas tecnologias e tendências globais que serão aplicadas nas escolas municipais, a cidade será representada por dois servidores da Secretaria Municipal de Educação (SME). Durante o encontro com outras lideranças educacionais, serão promovidas troca de experiências globais, com palestras e treinamentos exclusivos com as equipes globais de produto e engenharia do Google; visita institucional, incluindo imersão no Googleplex, o complexo principal da sede do Google na Califórnia; e conexão acadêmica, com visita guiada à Universidade de Stanford, referência mundial em inovação e conhecimento.

“O foco principal da participação de Volta Redonda é conectar a rede municipal ao que há de mais avançado no mundo em ferramentas digitais de aprendizagem e intencionalidade pedagógica no uso da tecnologia”, explica o coordenador de Tecnologia e Inovação da Secretaria Municipal de Educação (SME), Bruno Moreira.

De acordo com SME, o conhecimento assimilado durante o evento servirá de subsídio para a elaboração das próximas etapas da política municipal de tecnologia e inovação educacional, beneficiando diretamente os alunos e professores da rede pública.

“O trabalho realizado com as salas Google em escolas da nossa rede de ensino já é reconhecido como o primeiro do estado do Rio e o quinto no país a conquistar o selo de referência Google for Education. E agora, com esse convite, temos certeza que a Educação de Volta Redonda está no caminho certo para oferecer um ensino público cada vez melhor”, afirmou o secretário municipal de Educação, Osvaldir Denadai.

O prefeito Antonio Francisco Neto parabenizou a equipe da Educação pelo reconhecimento. “É motivo de orgulho para nossa cidade ver que nossa Educação é referência. Superamos a média estadual no último Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), igualando a nacional, e agora vamos levar o nome da nossa cidade para fora do país. Parabéns a todos pelo empenho e dedicação, e vamos seguir trabalhando para que nossos estudantes tenham as melhores condições de ensino”, frisou Neto.

Horta comunitária do bairro Brasilândia realiza primeira colheita em Volta Redonda

Horta comunitária do bairro Brasilândia realiza primeira colheita em Volta Redonda

Projeto da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional une combate à insegurança alimentar, sustentabilidade e participação direta dos moradores

A Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan) de Volta Redonda realizou, nesta semana, a primeira colheita da horta comunitária implantada no bairro Brasilândia. O projeto-piloto faz parte das ações previstas no Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Plamsan), e tem como objetivo contribuir para o combate à insegurança alimentar, além de incentivar o cultivo de alimentos, a sustentabilidade e a participação das comunidades.

A iniciativa prevê a implantação de hortas comunitárias em diferentes localidades. A Sesan é responsável pela preparação dos espaços e pela orientação dos moradores, enquanto a comunidade participa diretamente dos cuidados com o cultivo, garantindo a manutenção da horta e o desenvolvimento da produção.

Além do plantio de alimentos, o projeto trabalha conceitos de sustentabilidade e educação alimentar. Entre as orientações oferecidas pela secretaria estão ações de combate ao desperdício de alimentos e a utilização da compostagem orgânica, contribuindo para o reaproveitamento de resíduos e para práticas mais sustentáveis.

“Essa primeira colheita representa um passo importante para o projeto e mostra o resultado do trabalho realizado em conjunto. A prefeitura prepara o espaço e dá todo o suporte e orientação necessários, mas a participação da comunidade é fundamental para que a horta continue produzindo. Queremos que esses espaços sejam não apenas locais de cultivo, mas também de aprendizado, convivência e promoção da segurança alimentar”, afirmou o secretário municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, Fábio Buchecha.

Expansão para outros territórios

Com o resultado positivo do projeto-piloto, a Sesan já trabalha na implantação de novas hortas comunitárias em diferentes regiões de Volta Redonda. Alguns terrenos já estão preparados para receber os cultivos, incluindo áreas nos bairros Jardim Cidade do Aço e Candelária.

A escolha dos locais também leva em consideração o interesse e o compromisso dos moradores em participar da iniciativa. A proposta é levar as hortas para territórios onde exista mobilização da comunidade e disposição para assumir os cuidados necessários com o espaço.

Volta Redonda abre inscrições para agricultores familiares regionais e entidades beneficiadas pelo Banco Municipal de Alimentos

Volta Redonda abre inscrições para agricultores familiares regionais e entidades beneficiadas pelo Banco Municipal de Alimentos

Objetivo é cadastrar e credenciar instituições sem fins lucrativos e produtores da região no Programa de Aquisição de Alimentos

A Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan) de Volta Redonda está com inscrições abertas para o credenciamento de agricultores fornecedores regionais e de entidades beneficiárias do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Os alimentos serão adquiridos dos produtores selecionados e, por meio do Banco Municipal de Alimentos, doados às entidades aprovadas no edital.

O PAA – Modalidade Compra com Doação Simultânea – envolve aquisição e doação de produtos, beneficiando produtores familiares e entidades governamentais e não governamentais sem fins lucrativos, que prestam assistência alimentar e nutricional à população em situação de vulnerabilidade socioeconômica e insegurança alimentar e nutricional, cadastradas no Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comsea).

De acordo com a nutricionista do Banco de Alimentos de Volta Redonda, Júlia Irineu, o objetivo é beneficiar, além de quem precisa dos alimentos, os produtores da região, sendo eles agricultores familiares, pescadores artesanais e suas organizações.

“Antes, a aquisição dos alimentos vinha do Ceasa-RJ (Centrais de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro) e de Paty do Alferes. O objetivo desse edital é, também, cadastrar produtores aqui da região para essa aquisição, e eles receberão diretamente do MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome)”, explica a nutricionista.

As inscrições podem ser feitas até o dia 11 de setembro. O edital da chamada pública e todas as informações para as entidades e produtores interessados em participar estão disponíveis no link https://abre.ai/editalsesan0012026, que também está disponível no perfil da Sesan no Instagram (@sesan_vr).

“Além de garantir alimento para quem mais precisa, o objetivo dessa chamada pública é cadastrar esses produtores locais e fomentar a agricultura familiar da nossa cidade e região. Isso garante desenvolvimento e contribui para o trabalho de segurança alimentar e nutricional junto à nossa população”, destacou o secretário municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, Fábio Buchecha.

Sistema Integrado de Segurança Pública prende casal por furto a farmácia em Volta Redonda

Sistema Integrado de Segurança Pública prende casal por furto a farmácia em Volta Redonda

Ação rápida do serviço da Secretaria de Ordem Pública recuperou produtos de higiene pessoal e suplementos

Agentes do Sistema Integrado de Segurança Pública de Volta Redonda, serviço da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), prenderam na madrugada desta terça-feira (25), um casal (29 e 26 anos) suspeito de praticar um furto a uma farmácia no bairro Aterrado. A rápida prisão foi realizada após denúncia de que a dupla estaria circulando pela região, praticando furtos.

Com base nas características repassadas, os agentes localizaram os suspeitos minutos após o crime, na Avenida Paulo de Frontin. Um deles estava com uma mochila e uma bolsa lateral preta, enquanto o outro transportava uma bicicleta e uma sacola com material de reciclagem. Ao serem indagados pelos agentes, os suspeitos confessaram que haviam acabado de furtar diversos itens de uma farmácia localizada na Avenida Integração, também no bairro Aterrado.

Com o homem e a mulher, os policiais apreenderam diversos produtos de higiene pessoal, como condicionadores, óleos e cremes corporais, além de suplementos alimentares e um alicate. Diante do flagrante, eles receberam voz de prisão e foram conduzidos, juntamente com todo o material recuperado, à delegacia da Polícia Civil (93ª DP). Na unidade policial, a dupla foi autuada pelo crime de furto e permaneceu presa em flagrante.

Serviço suplementar de segurança pública

O Sistema Integrado de Segurança Pública, composto por policiais militares do Proeis (Programa Estadual de Integração na Segurança) e agentes da Semop, atua como um serviço suplementar, sem substituir as atribuições das polícias Militar e Civil, nem da Guarda Municipal. A iniciativa desenvolve o policiamento de proximidade que, por meio de grupos de WhatsApp, realiza rondas em todos os 122 bairros de Volta Redonda. Dessa forma, o programa otimiza os recursos das forças de segurança do município, auxiliando na prevenção e na solução de conflitos e crimes na cidade.

Melhor Idade de Volta Redonda vira referência nacional em envelhecimento saudável

Melhor Idade de Volta Redonda vira referência nacional em envelhecimento saudável

Recentes publicações na TV Globo, Globonews e Jornal Extra mostram como programas da prefeitura promovem mais qualidade de vida à população idosa

Com uma população estimada em cerca de 280 mil pessoas, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2025, Volta Redonda se destaca nacionalmente como uma cidade referência no cuidado e atendimento à população idosa. O reconhecimento mais recente foi exibido pelo programa Expedição Rio, da TV Globo, que mostrou o trabalho realizado pelo governo municipal em prol da terceira idade.

Em sua nova temporada, o episódio do último fim de semana mostrou o trabalho desenvolvido pela prefeitura, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer (Smel), que promove atividade física aliada a lazer para a Melhor Idade. Com o Parque Aquático Municipal como cenário, o programa televisivo destacou como o projeto Viva Melhor impacta diretamente na qualidade de vida dos idosos.

“O Viva Melhor é referência no Brasil, reconhecido por universidades como o projeto mais longevo do país para maiores de 60 anos. Hoje, cerca de 10 mil idosos participam do projeto”, afirmou a secretária municipal de Esporte e Lazer, Rose Vilela.

Em meio a partidas de tênis de mesa, peteca, câmbio, queimada e outras atividades das Olimpíadas Viva melhor, os apresentadores Alexandre Henderson e Daniella Dias mostraram, em cerca de 12 minutos de reportagem e de forma divertida e animada, como as políticas públicas do município contribuem para o envelhecimento saudável dos moradores.

“Pratico (queimada) há um ano. A ginástica eu pratico há três anos. Minha vida melhorou 101%. Saúde, saúde, saúde”, afirmou Kosmo da Silva, aluno de ginástica do bairro Jardim Vila Rica e que pratica também dança de salão e câmbio.

Saúde, convivência, lazer e muito mais

O Viva Melhor e todo o trabalho da prefeitura voltado aos idosos também foi destaque no Jornal Extra, que contou um pouco sobre as atividades gratuitas e serviços ofertados em Volta Redonda, unindo saúde, atividade física, convivência, assistência social, lazer e proteção.

Em entrevista ao jornal, Regina Dalva, de 76 anos, conta como as atividades que participa ajudam no seu dia a dia. “Faço hidroginástica e ginástica. Aqui tem muita oferta, tem escola dos idosos. Os professores são muito atenciosos, eles nos dão muita atenção. Minha vida em casa é difícil, então, durante as atividades, é a hora em que sinto que sou mais feliz, porque não tenho muitas oportunidades de sair”, relatou Dona Regina.

E a famosa Viagem da Melhor Idade também foi lembrada pela publicação, que é citada como uma das ações preferidas pelos participantes dos programas da prefeitura, funcionando como uma recompensa à frequência nas atividades. O objetivo é beneficiar os idosos assíduos e, consequentemente, promover mais saúde e bem-estar a essa parcela da população.

Referência para gestores

As políticas públicas para a Melhor Idade de Volta Redonda também foram referência durante exibição recente do programa Conexão Globonews, no qual o comentarista político Fernando Gabeira destacou as inciativas da administração municipal como referência para gestores do país.

“Na vida, a gente tem observado que os municípios já avançaram muito em políticas para os idosos. Eu acompanho há alguns anos a política de Volta Redonda para os idosos. É uma política realmente muito ampla, que tem vários aspectos de atendimento aos idosos, de exercícios, de lazer, inclusive, de vez em quando, trazem os idosos para verem o mar aqui no Rio de Janeiro”, comentou Gabeira, citando o trabalho do prefeito Antonio Francisco Neto à frente das iniciativas voltadas à terceira idade.

“Existe uma política ampla desenvolvida por um prefeito, o Neto, que era preocupado com isso, e que continua a existir em Volta Redonda. Acho que todos os candidatos à presidência que estivessem interessados poderiam dar uma olhada lá (Volta Redonda), no que foi feito, porque isso pode ser uma boa inspiração nacional”, declarou Gabeira.

Para o prefeito Neto, esse reconhecimento do trabalho voltado à Melhor Idade de Volta Redonda reforça a necessidade de se continuar com essa política pública e avançar cada vez mais no cuidado com a população acima dos 60 anos no município.

“É um orgulho enorme ver Volta Redonda sendo apontada como referência, justamente em um momento em que o Brasil inteiro discute como cuidar melhor de uma população que está vivendo mais, e que merece envelhecer com saúde, autonomia, convivência e qualidade de vida. Enquanto eu for prefeito, a Melhor Idade sempre será prioridade. Precisamos cuidar de quem tanto já fez pela nossa cidade”, frisou Neto.

Seminário destaca protagonismo das crianças e valoriza experiências da Educação Infantil em Volta Redonda

Seminário destaca protagonismo das crianças e valoriza experiências da Educação Infantil em Volta Redonda

Evento realizado nessa terça-feira (25), Dia Nacional da Educação Infantil, reuniu profissionais da rede municipal para compartilhar práticas, relatos e trajetórias que fortalecem o trabalho pedagógico com as crianças

A Secretaria Municipal de Educação (SME) de Volta Redonda realizou, nessa terça-feira (25), o Seminário da Semana Nacional da Educação Infantil, com o tema “A vez e a voz das crianças: escutas, linguagens e infâncias”. A programação aconteceu no auditório do Centro Universitário Geraldo Di Biase (UGB), no bairro Aterrado, e marcou o Dia Nacional da Educação Infantil, reunindo profissionais da rede municipal para celebrar as diferentes infâncias, compartilhar experiências desenvolvidas nas unidades de ensino e reafirmar o compromisso com uma Educação Infantil construída a partir da escuta e do protagonismo das crianças.

O encontro contou com a participação de representantes das equipes pedagógicas e de liderança das unidades escolares, integrantes dos conselhos comunitários escolares, professores e profissionais que atuam diretamente com as crianças. A programação também trouxe relatos de experiências, homenagens e apresentações de estudantes da rede.

A subsecretária municipal de Educação, Mônica Seraphim, destacou a importância de valorizar o trabalho desenvolvido diariamente pelos profissionais da rede e de reconhecer as crianças como protagonistas do processo educativo.

“A Educação Infantil é uma etapa fundamental para o desenvolvimento das nossas crianças e precisa ser construída com escuta, acolhimento e respeito às diferentes formas de expressão. Este seminário é uma oportunidade de valorizar os profissionais que fazem esse trabalho acontecer todos os dias e, principalmente, de reafirmar que as crianças precisam ter espaço para se expressar, participar e ser ouvidas. Dar lugar, vez e voz às crianças é também fortalecer uma educação pública de qualidade”, afirmou.

Ao longo do seminário, foram abordados diferentes aspectos do trabalho desenvolvido na Educação Infantil de Volta Redonda, como as múltiplas linguagens das crianças, os registros pedagógicos, as narrativas, as ilhas de experiências e a participação das famílias e da comunidade na construção do cotidiano escolar.

Crianças no centro da programação

Como o tema do seminário propõe, as crianças também ocuparam o centro do encontro. Três unidades participaram com apresentações: a Creche Municipal Ayrton Senna; o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Vera Lúcia Silveira Braga; e a Escola Municipal Professora Juracy Varanda de Almeida Gama.

A proposta foi evidenciar que a criança se expressa de diferentes maneiras, não apenas pela fala, mas também pelo corpo, gestos, olhar, desenhos, brincadeiras, escolhas e pelas relações que estabelece com o mundo. Para a chefe da Seção de Educação Infantil da SME, Isis Carvalho Alves, garantir a voz das crianças exige mais do que permitir que elas se expressem: é necessário desenvolver uma escuta atenta e verdadeira.

“Não é só deixar a criança falar. É a gente ouvir de verdade o que a criança está dizendo. Um bebê, por exemplo, não vai necessariamente usar a palavra para se expressar, mas vai usar o corpo, as expressões, o olhar. A criança fala de variadas formas, e nosso compromisso é estar disponível para escutar essas diferentes linguagens”, destacou.

Segundo Isis, a iniciativa integra uma mobilização que a SME realiza todos os anos durante o mês de agosto, com ações nas unidades escolares para dar visibilidade à importância da Educação Infantil.

“Todo o trabalho é realizado no decorrer do ano, mas, em agosto, sempre fazemos algo para dar visibilidade a essa data. Nos últimos três anos, realizamos webinários e, neste ano, quisemos estar juntos, presencialmente, trazendo representatividades das escolas e dando espaço para que elas compartilhassem suas experiências”, explicou.

“Valorizar a Educação Infantil é valorizar nossas crianças e os profissionais que trabalham diariamente por uma educação pública de qualidade, com escuta, acolhimento e respeito às diferentes infâncias”, ressaltou o secretário municipal de Educação, Osvaldir Denadai.

Prefeitura de Volta Redonda desapropria área de ocupação na divisa do município com Barra Mansa

Prefeitura de Volta Redonda desapropria área de ocupação na divisa do município com Barra Mansa

Anúncio foi feito durante reunião no gabinete do prefeito Neto, com a presença Igreja Católica, Defensoria Pública e Poder Legislativo

A Prefeitura de Volta Redonda desapropriou área de ocupação na divisa do município com Barra Mansa, às margens do Rio Paraíba do Sul. O anúncio foi feito durante reunião no gabinete do prefeito Antonio Francisco Neto, no final da tarde desta quarta-feira, dia 26, com a presença do padre Juarez Sampaio; da defensora pública do Estado do Rio de Janeiro, Luciene Torres Pereira; do procurador Geral do Município, Waldiney Alves de Oliveira; da subsecretária municipal de Assistência Social, Larissa Garcez; do coordenador do Movimento pela Ética na Política (MEP), José Maria da Silva, o Zezinho; e do vereador Edson Quinto. 

A medida atende à solicitação da Igreja Católica e da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, que acompanham as famílias, juntamente com a Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas). O Decreto nº 20.318 declara de utilidade pública para fins de desapropriação a área de terra da ocupação Reflexo do Amanhã, entre os bairros Siderlândia e Padre Josimo, que abriga 30 famílias.  

Agora, a Procuradoria Geral do Município enviou documentação à Justiça para interromper o processo de reintegração de posse marcado para a próxima segunda-feira, dia 31, da área desapropriada e também para adiar a ação na área situada no Jardim Belmonte, da Ocupação da Paz. 

As famílias da Ocupação da Paz que têm o perfil serão inseridas no programa habitacional do governo federal Minha Casa, Minha Vida; e as que tenham impedimentos legais serão beneficiadas por outros programas do município como o Aluguel Social. 

A prefeitura espera sensibilizar a Justiça para que após a desapropriação do terreno na área do Padre Josimo adie a reintegração de posse – pedido feito formalmente – para os ocupantes do terreno no Jardim Belmonte até a entrega das chaves do novo apartamento.   

“Diante do quadro apresentado pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas) de que as famílias da ocupação Reflexo do Amanhã moram e tiram o sustento do local, com horta comunitária e criação de diversos animais – já fiscalizadas pelas secretarias de Meio Ambiente e Proteção Animal. Atendi o pedido do deputado Munir, da Defensoria Pública e da Igreja Católica e desapropriei o terreno em prol dessas 30 famílias”, disse o prefeito Neto.

“Já as famílias da Ocupação da Paz, que se interessaram e têm o perfil para o programa, vão morar numa das novas unidades do Minha Casa, Minha Vida do município”, ressaltou o prefeito Neto, lembrando que a cidade de Volta Redonda está comprometida com a Campanha da Fraternidade 2026, que tem como tema “Fraternidade e Moradia” e pretende construir mais 2 mil unidades do programa federal, que tem entre os públicos prioritários famílias residentes em ocupações irregulares.

Lei das burcas: Portugal passa a proibir a ocultação do rosto em espaços públicos. Como é no resto da Europa?

Lei das burcas: Portugal passa a proibir a ocultação do rosto em espaços públicos. Como é no resto da Europa?

Presidente da República promulgou a chamada “lei das burcas”, que proíbe a ocultação do rosto em espaços públicos, justificando que o rosto destapado é essencial ao reconhecimento mútuo e à convivência numa sociedade democrática.

O Presidente da República deu luz verde à chamada “lei das burcas” aprovada pelo Parlamento em julho e promulgou o diploma “que estabelece as regras de segurança e prevenção alusivas à identificação do cidadão a adotar em espaços públicos”.

Numa nota oficial divulgada na terça-feira, o Palácio de Belém indica que para António José Seguro esta é “uma matéria de grande sensibilidade social e cultural, onde é de extrema dificuldade definir fronteiras e valorizar de forma equilibrada direitos e deveres”.

No entanto, “tendo em conta estes pressupostos e o conteúdo do diploma, após as alterações legislativas introduzidas, o Presidente da República optou pela sua promulgação”.

“A integração social, a não discriminação de género e a segurança resultante de decisões no mesmo sentido do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos sustentam esta decisão”, sustenta-se na nota. O Presidente da República “partilha da convicção deste Tribunal, no sentido de o rosto ser considerado central à identidade e à comunicação humana, enquanto elemento mínimo de reconhecimento mútuo entre concidadãos”.

Para António José Seguro, “admitir que as mulheres, e só elas, tenham de esconder todo o rosto implica uma assimetria incompatível com os valores de paridade e dignidade igualitária entre homens e mulheres, valores esses que enformam as democracias europeias”.

“Numa sociedade livre, como a nossa, cada pessoa deve poder viver a sua identidade e as suas convicções enquadradas num conjunto de regras comuns que proporcionam uma ‘vivência conjunta’, conceito este aceite pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos”, lê-se na nota de Belém.

Na ótica do chefe de Estado, “o rosto destapado constitui uma dimensão estruturante da confiança social, característica da sociedade portuguesa”.

“A convivência quotidiana assenta no reconhecimento mútuo e na possibilidade de estabelecer uma relação direta entre as pessoas. Esta regra comum é indispensável à vida numa sociedade democrática, livre e plural. É uma regra de convivência entre seres humanos com igual dignidade”, conclui a nota de Belém.

Na origem deste decreto está um projeto de lei do Chega que foi a debate em outubro do ano passado. O diploma proposto pelo Chega começou por ser feito à volta da proibição, em concreto, das burcas, tendo depois sido alterado para incluir várias formas de ocultação do rosto.

O PSD tinha alterado a proposta, focando-se nas questões de “segurança” e contornando os riscos de críticas por “discriminação religiosa”. O partido aprovou no final do ano passado o projeto inicial do Chega, mas esclareceu desde o primeiro momento que planeava alterá-lo na fase da especialidade.

O decreto, entretanto alterado na especialidade, foi aprovado em votação final global a 17 de julho, com votos favoráveis do Chega, PSD, CDS e IL e contra do PS, Livre, PCP, BE e JPP, e a abstenção do PAN.

O texto final apresentado pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias determina que “é proibida a utilização, em espaços públicos, de roupas destinadas a ocultar ou a obstaculizar a exibição do rosto” e que “é proibido coagir qualquer pessoa a ocultar o rosto por motivos de género, religião, idade ou origem”. Estes dois últimos pontos não constavam do projeto original.

A violação desta proibição “constitui contraordenação punível com coima de 150 euros a 750 euros, em caso de negligência, e de 400 euros a 3.000 euros, em caso de dolo”. As multas previstas no projeto do Chega eram mais altas e chegavam aos “2.000 euros em caso de negligência” e aos “4.000 euros em caso de dolo”.

Como exceções, ressalva-se que a proibição de ocultar o rosto “não se aplica sempre que a ocultação se encontre devidamente justificada por razões de saúde ou motivos profissionais, artísticos e de entretenimento ou publicidade”, e “não é aplicável em aeronaves, instalações diplomáticas e consulares, bem como em locais de culto ou noutros locais sagrados”, nem perante “motivos relacionados com a segurança ou devido às condições climáticas ou sempre que tal decorra de disposição legal que o permita”.

O artigo 6º prevê ainda que quem, mediante ameaça, violência, coação, abuso de autoridade ou abuso de poder, “em razão do sexo da vítima, forçar uma ou mais pessoas a ocultarem o rosto é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias”, pena agravada em um terço desse tempo quando a vítima seja menor.

A versão do Chega tinha merecido pareceres negativos da Ordem dos Advogados, Conselho Superior do Ministério Público e Associação Portuguesa de Mulheres Juristas durante o processo parlamentar, além dos possíveis riscos de inconstitucionalidade.

À esquerda, PS, Livre e PCP insurgiram-se contra a aprovação do projeto do Chega, na especialidade, temendo que a nova lei fomentasse um clima de islamofobia e com o apoio do PSD.

O PS denunciou o “propósito islamófobico que estava patente na exposição dos motivos [do projeto], o contexto de radicalidade em que vivemos e os riscos que isto cria para as comunidades que são visadas diretamente”.

Já o PCP sublinhou que a proposta não tinha “nada que ver com direitos das mulheres, nem com questões de segurança”, mas “somente com alimentar o discurso de ódio e de violência com quem é diferente, alimentar o discurso racista e xenófobo”.

Por seu lado, o Livre acusou a direita de “hipocrisia” e de fazer este debate de “forma enviesada” numa tentativa de se criar em Portugal “um pânico moral sobre uma pretensa invasão islâmica que a extrema-direita tantas vezes fala”.

Uma proibição já aplicada na Europa

Portugal segue a tendência europeia e junta-se a uma longa lista de países que proibiram ou condicionaram o uso em espaços públicos de burcas e outros véus que cubram o rosto.

França foi o primeiro país europeu a proibir o uso em público de vestimentas que cubram o rosto inteiro em 2011. A violação da lei pode resultar numa multa ou na obrigação de frequentar educação cidadã obrigatória.

O governo francês apresentou como argumento que as coberturas faciais impedem a identificação clara de uma pessoa, o que pode ser um risco de segurança ou um obstáculo social numa sociedade que depende do reconhecimento facial e da expressão na comunicação.

Itália recusa grandes exercícios militares da Coligação da Boa Vontade anunciados por Macron

Itália recusa grandes exercícios militares da Coligação da Boa Vontade anunciados por Macron

Macron anuncia grandes exercícios militares entre outubro e novembro. Itália fica de fora, alinhada com o “não” de Meloni a enviar tropas para a Ucrânia.

A Coligação da Boa Vontade prepara uma nova fase de apoio militar à Ucrânia. Entre outubro e novembro vão realizar-se exercícios militares conjuntos de grande escala, pensados para testar a capacidade operacional dos países que aderiram ao formato e preparar uma eventual intervenção após o fim das hostilidades.

O anúncio foi feito pelo presidente francês Emmanuel Macron, que interveio durante a cimeira da Coligação em Kiev, no dia em que a Ucrânia assinala o 35.º aniversário da independência.

“Tomámos uma decisão”, explicou Macron, sublinhando que os exercícios vão servir para demonstrar a prontidão operacional da Coligação e a sua capacidade de agir uma vez terminados os combates. O objetivo, acrescentou o presidente francês, é também reforçar a credibilidade das garantias de segurança oferecidas a Kiev.

Itália não participa em exercícios da Coligação

É precisamente neste ponto que se destaca a posição italiana. Roma não vai participar nos exercícios militares anunciados por Macron. A confirmação chegou ao final do dia, de fontes do governo, que consideram a escolha coerente com a linha várias vezes reiterada pela primeira-ministra Giorgia Meloni: Itália apoia a Ucrânia e participa na Coligação, mas não tenciona enviar militares italianos para território ucraniano.

Uma posição já formalizada nos últimos meses. Meloni tinha, de resto, excluído o emprego de tropas italianas no terreno no âmbito das futuras garantias de segurança para Kiev.

A decisão italiana surge numa altura em que o governo prepara um novo pacote de ajuda à Ucrânia. Segundo fontes do executivo, Itália aposta em particular em hospitais, escolas e infraestruturas energéticas, além de novos meios de defesa, incluindo geradores e meios destinados à proteção antiaérea.

Coligação quer testar capacidade operacional

Os exercícios terão sobretudo um significado operacional. A Coligação quer demonstrar que é capaz de mobilizar e coordenar rapidamente as suas forças caso, após um eventual cessar-fogo, seja necessário pôr em prática as garantias de segurança prometidas à Ucrânia.

Já em julho, Macron tinha antecipado a realização de exercícios nos países vizinhos da Ucrânia, com o objetivo de testar os sistemas de desdobramento e a capacidade da Coligação para operar em terra, no mar e no ar.

O tema é particularmente sensível porque o projeto da Coligação não se limita ao apoio militar a Kiev durante a guerra, mas inclui também a possível construção de um dispositivo multinacional a ativar após o fim das hostilidades.

Macron: “Temos de demonstrar a nossa prontidão”

Para Macron, os exercícios são assim um elemento da estratégia de dissuasão e das futuras garantias de segurança. “É muito importante continuar a dar prova da nossa determinação e da nossa prontidão”, afirmou o presidente francês.

A escolha de Itália introduz, porém, uma distinção importante no seio da Coligação: Roma continua a apoiar politicamente e materialmente Kiev, mas mantém o veto sobre o emprego de soldados italianos na Ucrânia e agora também sobre a participação nos exercícios militares da Coligação da Boa Vontade.

A primeira-ministra Meloni, ligada por videoconferência à cimeira, reiterou o apoio italiano aos parceiros e a um caminho negocial. Mas quanto ao envolvimento direto das forças armadas italianas, a linha continua a ser a já indicada: nenhuma participação em operações no terreno.

A Coligação, dirigida politicamente por França e pelo Reino Unido, vai assim continuar a preparar uma força multinacional para o pós-guerra, enquanto Itália manterá um papel de apoio a Kiev sem participar nos exercícios militares previstos para o outono.

Lula defende apuração sobre Lulinha: “Ninguém está impune se cometeu erro”

Lula defende apuração sobre Lulinha: “Ninguém está impune se cometeu erro”

Declaração ocorreu durante entrevista à TV Record, que transmitirá integra neste domingo no mesmo horário do debate presidencial da Band; petista optou por não participar, assim como Flávio e Zema


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a continuidade da investigação que mira o seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em entrevista à Record TV, o petista afirmou que o filho terá que provar sua inocência.

“Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado. Não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Investigue-se”, disse.

Lulinha é alvo de três inquéritos. As apurações miram o suposto tráfico de influência e corrupção em prol de empresas junto ao governo federal. “Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está impune se cometeu erro. Meu filho sabe que se ele cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou inocentado. Ele tem que provar a inocência dele”, declarou.

A entrevista foi gravada na manhã deste domingo no Palácio da Alvorada e será exibida, segundo a Record, dentro do Domingo Espetacular, que vai ao ar a partir das 20h30. O horário coincide com o debate com presidenciáveis na TV Band.


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